Archive for novembro 16th, 2017

Fernando Mineiro pede detalhes das aplicações do Fundo Penitenciário

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) requereu, ao Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do Rio Grande do Norte (IPERN), cópias dos contratos de aplicação, no mercado financeiro, do Fundo Previdenciário (Funfir). O parlamentar solicitou ainda informações detalhadas sobre valores aplicados, rendimentos, taxas, prazos, juros e multas dos recursos aplicados.

“Essa é uma situação bastante grave. Fala-se em utilizar, novamente, recursos do Fundo para pagar servidores, mas não se sabe quais são as condições desses contratos. Não há informações sobre as multas que o Governo do Estado terá de pagar caso os recursos sejam sacados antes dos prazos contratuais”, justificou o parlamentar sobre o seu requerimento.

Fernando Mineiro foi aparteado pelo deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade). Este afirmou que protocolou um pedido no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para impedir novo saque do Fundo Previdenciário. O deputado estadual George Soares (PR) também aparteou o colega Fernando Mineiro. Segundo ele, o empréstimo será usado exclusivamente para investimentos estruturais, motivo pelo qual concordou pela sua aprovação. O parlamentar defendeu, mais uma vez, o congelamento de despesas, como forma de conter o aumento de gastos públicos.

A solicitação de Fernando Mineiro foi feita na Assembleia Legislativa do Estado e é dirigida ao presidente do IPERN, José Marlúcio Diógenes Paiva. Ele pediu que o requerimento fosse encaminhado pela Mesa Diretora com a máxima urgência, para que o IPERN possa entregar as informações solicitadas o quanto antes ao legislativo estadual.

Assessoria

Conversão à esquerda da Avenida Prudente de Morais para Avenida da Integração será proibida

Conversão à esquerda da Avenida Prudente de Morais para Avenida da Integração será proibida (Foto: STTU/Divulgação)

A partir deste sábado (18), a conversão a esquerda da Avenida Prudente de Morais para a Avenida da Integração, na Zona Sul de Natal, será proibida no sentido BR-101 Sul. A informação é da Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU). Para quem está no prolongamento da Avenida Prudente de Morais (Av. Pref. Omar O’Grady) e acessa a Avenida da Integração sentido da Rua Jaguarari, nada muda.

Segundo Walter Pedro da Silva, secretário adjunto de Trânsito da pasta, a medida visa a dar mais fluidez à Prudente de Morais no acesso ao conjunto Cidade Satélite, na Zona Sulk da capital. “Com as obras do DNIT na BR-101, a população vai usar a Avenida Prudente de Morais. Por isso nós vamos retirar essa conversão, que já é pouco utilizada, para dar mais tempo no sentido Petrópolis-Cidade Satélite”, informou.

O motorista que precisar acessar a Avenida da Integração pode fazer isso a partir do retorno na Avenida Prudente de Morais que dá acesso à Rua Padre Diogo Feijó, entrando na Rua Padre Anchieta e chegando à Avenida da Integração.

Em caso de dúvidas os usuários podem ligar para o Alô STTU – no telefone 156 – ou perguntar pelo Twitter oficial da Secretaria, o @156Natal.

Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte

Ezequiel requer cisterna e carro pipa para o Agreste e Trairi do RN

A construção de cisternas de placas de cimento, uma alternativa que surgiu nas próprias comunidades, o que gerou uma nova tecnologia social, é uma alternativa que tem diminuído o sofrimento das famílias do Semiárido, no tocante ao armazenamento de água.  As obras utilizam a força de trabalho de quem mora na zona Rural, dinamizando a economia local.

Levar esse benefício para o interior do Rio Grande do Norte tem sido um ponto de destaque nas ações parlamentares desenvolvidas pelo deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa. Recentemente o deputado solicitou ao governo do Estado que inclua o município de Espírito Santo, na região Agreste na relação dos próximos convênios para a construção de cisternas para atender às necessidades das comunidades rurais.

“A construção de cisternas de placas de cimento trata-se de uma tecnologia simples e de baixo custo, na qual a água de chuva é captada no telhado por meio de calhas e armazenada em um reservatório de 16 mil litros, capaz de garantir água para atender uma família de cinco pessoas em um período de estiagem de aproximadamente oito meses”, justifica o deputado Ezequiel.

Na mesma sessão e ainda como uma ação para amenizar a escassez de água na área rural, o deputado Ezequiel encaminhou ao governador Robinson Faria (PSD) a solicitação de carro pipa para atender a população rural de Coronel Ezequiel na região Trairi.

Em articulação, reforma ministerial está cercada de incertezas

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Os partidos que ocupam as pastas e apoiam o governo no Congresso preferem segurar-se nos cargos até a data mais próxima da eleição possível, em abril. A ideia é continuar com o palanque que a máquina pública viabiliza.

Pressionado, Temer decidiu reavaliar a questão e deve fazer apenas trocas pontuais, mas ainda não está decidido. Ainda sobram situações complicadas, como a dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Gilberto Kassab (Comunicações), que ainda não decidiram se serão candidatos.

Ainda existe a complexa posição do PSDB. Os tucanos estão em cima do muro sobre o desembarque. Declaram que deixarão os três ministérios que ainda ocupam, Direitos Humanos, com Luislinda Valois, Relações Internacionais, com Aloysio Nunes e Secretaria de Governo, com Antônio Imbassahy, até o dia 9 de dezembro, quando acontece a convenção do partido. Bruno Araújo (PE) deixou a pasta de Cidades na segunda-feira.

O maior interessado nos cargos, em qualquer cargo, é bloco do centrão, que reúne boa parte do baixo clero dos deputados e está se sentindo relegado pelo Planalto. São partidos que estiveram com Temer durante os piores momentos da crise, enquanto o PSDB se dividiu. Por isso, passaram a pressionar o presidente por mais poderes.

Logo que Araújo deixou sua pasta, líderes do bloco fizeram chegar a Temer que não iriam esperar pela reforma até a convenção do PSDB. Deram a entender que o apoio à reforma da Previdência – e qualquer outra pauta de interesse do Planalto que venha a surgir – pode ser esvaziado.

De acordo com o portal G1, Temer sinalizou no início da semana ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que deve ceder e recolocar Imbassahy em outra pasta, provavelmente no Turismo. Os próximos 15 dias, então, devem decidir não só o futuro da esplanada dos ministérios, mas de todo o governo Temer.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/todas-as-incertezas-da-reforma-ministerial/?bt_ee=pwrFBb+uIcpl4jXj7UXzKZBwoz+mAvz2b0bvfwlc1HfBSyeIFwFFgktj5VhJY4PR&bt_ts=1510825480560

Pesquisas testam ayahuasca no tratamento de depressão e alcoolismo

Imagem tirada em fevereiro de 1999 de uma liana Ayahuasca em Tarapoto, no nordeste da selva do Peru (Foto:  Jaime Razuri/AFP/Arquivo)
Imagem tirada em fevereiro de 1999 de uma liana Ayahuasca em Tarapoto, no nordeste da selva do Peru (Foto: Jaime Razuri/AFP/Arquivo)

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto do Cérebro (ICe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte testou a ayahuasca como antidepressivo, e obteve resultados iniciais positivos em pessoas que apresentam quadro de depressão. A solução psicoativa é usada comumente em cerimônias religiosas, como Santo Daime e Jurema. Contudo a ciência tem se debruçado sobre a utilização medicinal desse chá.

De acordo com o que afirma a pesquisadora Fernanda Palhano, que defendeu este ano sua tese de doutorado com base nesse teste, orientada pelo professor Draulio Araújo, a maior parte das pessoas que tomou a ayahuasca apresentou melhora nos sintomas depressivos. Segundo ela, foram 64% dos pacientes que beberam o chá com melhora clínica em até sete dias após o experimento.

“Fizemos o que se conhece por ensaio clínico duplo cego randomizado. Isso significa pegar um grupo de pacientes, dividi-lo ao meio e de maneira aleatória separar os pacientes que vão fazer parte do tratamento que se quer testar, no nosso caso a ayahuasca, ou do grupo placebo. Além disso, nem pacientes nem pesquisadores sabiam qual a substância, ayahuasca ou placebo, estava sendo administrada, daí o termo duplo (para pacientes e pesquisadores) cego”, explica.

Para a pesquisa, foram selecionados pacientes que tinham depressão resistente ao tratamento. “Ou seja, pessoas que já tinha feito uso de diversos antidepressivos comerciais, mas que não tinham melhora do quadro depressivo. Além disso tínhamos um grupo de indivíduos saudáveis, que foram usados como controle”, detalha a pesquisadora.

Ao todo, 29 pessoas com depressão participaram da experiência, além das 50 pessoas saudáveis do grupo de controle. Entre os doentes, 15 receberam placebo e 14 a substância real.

Procedimentos

O experimento durava quatro dias. No primeiro dia, o paciente era submetido a uma série de avaliações, tais como entrevistas com psiquiatra, psicólogo, exame de ressonância magnética funcional.

Fernanda Palhano relata que a pessoa dormia no hospital enquanto fazia uma eletroencefalografia (método de monitoramento utilizado para registrar a atividade elétrica do cérebro) durante o sono. Pela manhã, eram coletadas amostras de sangue e saliva. Na mesma manhã, era feita a administração de uma única dose da substância (ayahuasca ou placebo).

“A sessão de tratamento tinha duração de aproximadamente 8 horas. Ao final da tarde o paciente era liberado para voltar para casa. No dia seguinte, ele retornava ao hospital e as mesmas avaliações do primeiro dia eram refeitas. Novamente ele dormia no hospital, e no outro dia, pela manhã, era liberado”.

O paciente retornava para consultas com o psiquiatra 7 dias, 14 dias e 1 vez por mês durante 6 meses após o tratamento.

“Nosso primeiro resultado é com relação ao efeito antidepressivo da ayahuasca, aos dados das escalas psiquiátricas que medem a gravidade da depressão. Vimos que logo no primeiro dia após o tratamento há uma diminuição significativa dos sintomas depressivos nos pacientes que beberam ayahuasca quando comparados aos que beberam placebo”, conta a pesquisadora.

Esse efeito, de acordo com Fernanda Palhano, permanece e é ainda maior 7 dias após o tratamento. “Com 7 dias, encontramos que 64% dos pacientes do grupo ayahuasca (nove pessoas) tem uma resposta clínica, enquanto que apenas 27% dos pacientes do grupo placebo (quatro pessoas) melhoraram”, afirma.

As informações obtidas nos exames realizados ao longo do experimento estão sendo analisados pelos pesquisadores do Instituto do Cérebro. De acordo com Fernanda Palhano, esses exames médicos ainda podem ajudar a compreender os mecanismos de ação da ayahuasca no organismo e o porquê de o chá ter o efeito antidepressivo mostrado nos testes. “Outra parte importante do trabalho é entender o que muda nesses pacientes com depressão quando comparados aos controles saudáveis”, acrescenta.

Segundo Fernanda Palhano, o próximo passo da pesquisa é ampliar a quantidade de pacientes tratados, e testar esquemas de tratamento de pacientes através da ayahuasca, não mais apenas ministrar uma dose do chá.

O estudo ainda não foi publicado, mas há uma versão em preprint disponível no link.

Vejam mais: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/pesquisas-testam-ayahuasca-no-tratamento-de-depressao-e-alcoolismo.ghtml