Archive for Janeiro 30th, 2018

Duas teses se confrontam: afinal, Bolsonaro ganha ou perde terreno sem Lula na disputa?

Lula e Bolsonaro
Lula e Bolsonaro (Reprodução/ Ricardo Stuckert e Câmara)

Com a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vista como praticamente impossibilitada após a condenação em segunda instância por 3 a 0 e concordância na aplicação de uma pena de prisão de 12 anos e um mês pelos desembargadores, as análises sobre quem deve herdar as intenções de voto que o até então líder nas pesquisas possui e quem mais sai ganhando com a saída do petista do páreo ganham destaque.
Marina Silva e Ciro Gomes aparecem nos primeiros lugares como os principais herdeiros – mas é outra questão que passou a ganhar maior destaque. Afinal, há duas teses bem díspares sobre o assunto, que envolve qual será o saldo para o segundo colocado até agora na disputa, Jair Bolsonaro, da eventual saída de Lula da disputa.

Por um lado, há quem veja que a saída de Lula pode beneficiar Bolsonaro em alguns redutos petistas, principalmente no Nordeste, o que já era uma preocupação do PT antes mesmo de sair a sentença pior do que a esperada pela legenda. Por outro, há quem veja o discurso do parlamentar pode perder força, uma vez que ele apostava na polarização – fazendo com que ele murchasse já que haver “anti-Lula” não seria algo tão importante no pleito já que o petista não estaria na disputa.

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Segundo afirmou o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, em entrevista na semana passada para o Valor Econômico, Bolsonaro herdaria 6% dos votos do petista. “Essa transferência para Bolsonaro se dá porque é elevada a falta de representatividade política e a maior preocupação do brasileiro hoje é com a violência. Respostas simplistas como a de Bolsonaro atraem”, afirmou à publicação. O mesmo jornal, inclusive, destacou uma reportagem apontando que um reduto do lulismo em Recife tendia para Bolsonaro.

Para a Eurasia, Bolsonaro segue competitivo mesmo com Lula fora da disputa. “Alguns especialistas apontam que o nome de Bolsonaro subiu nas pesquisas devido à sua forte retórica anti-PT e anti-Lula. Como tal, a provável desqualificação de Lula tiraria um saco de pancadas da disputa e, consequentemente, desinflaria a sua candidatura presidencial”, afirmam os analistas.

Tal avaliação subestima os catalisadores por trás do sucesso de Bolsonaro, aponta a Eurasia. A análise das redes sociais sugere que Bolsonaro tem uma base de apoio profunda e fiel que varia de 10% a 15% da população, e muito disso tem a ver com os profundos níveis de desencantamento contra o establishment político brasileiro. Segundo a consultoria, “Bolsonaro não é o candidato anti-Lula. Ele é o candidato anti-establishment e a saída de Lula não diminuirá seu apelo”, aponta.

Compartilhando dessa opinião, o sócio da Arko Advice, Cristiano Noronha, ressalta que o cenário sem Lula é de um candidato competitivo a menos na disputa, ao mesmo tempo em que a indignação com a violência e o desgaste envolvendo várias legendas podem favorecer ao Bolsonaro. “A principal rivalidade do Bolsonaro não necessariamente é com o Lula, mas com a classe política em geral e os problemas relacionados à segurança pública”, avalia.

Mas há quem discorde dessa avaliação, como o cientista político Carlos Pereira, da FGV-Rio. Em entrevista à alemã DW, ele apontou que Bolsonaro paradoxalmente deve perder espaço em uma disputa sem Lula. “Ele vai esvaziar por não fazer parte de um partido com capilaridade no país e porque seu apelo depende muito de se apresentar como um anti-Lula”, afirmou.

De qualquer forma, a avaliação corrente é de que, independentemente do cenário que se desenha sem Lula, Bolsonaro tem fragilidades para a disputa eleitoral que podem comprometer as suas chances de ir mais longe no pleito. “Acredito que Bolsonaro deva perder votos por outras questões. Uma delas é que ele tem um apoio partidário modesto, com pouco tempo de TV. Outro aspecto é que ele não reage muito bem quando confrontados com temas polêmicos. Tende a responder com grosseria, algo que prejudicou muito Ciro Gomes em 2002”, destaca Cristiano Noronha. Já para a Eurasia, ele certamente enfrentará grandes dificuldades em qualquer cenário no segundo turno – mas é um candidato competitivo para chegar ao segundo turno da eleição.

 

Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7234033/duas-teses-confrontam-afinal-bolsonaro-ganha-perde-terreno-sem-lula

Carmem Lúcia diz que mudar regra por causa de Lula é diminuir o STF

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Foto: da internet

 

O STF vem mantendo que os condenados em segunda estância, por um colegiado, podem serem presos; no entanto, há uma ideia já discutida por Dias Toffoli, e vencido em plenário, de que só deve  haver prisão após condenação do STJ, o que o PT tenta rediscutir o assunto no Supremo Tribunal Federal. Mas a presidente do STF, a ministra Carmem Lúcia, diz que isso é apequenar o Supremo mudando as regras apenas por causa da condenação de Lula.

A justiça brasileira finda ficando refém dos outros dois poderes. No caso, dos poderes legislativos e executivos. Já que os desembargadores e ministros da justiça são indicados pelo executivo e sabatinados pelo legislativo.

A justiça poderia ser mais livre no sistema. Sabemos que os três poderes são unos, que não há hierarquia  entre os poderes. Mas subjetivamente, os ministros ou desembargadores sempre estarão preso a esse ou aquele partido político, o que é um mal para o poder judiciário.

Em reunião conjunta, comissões liberam cinco matérias para votação em plenário

As Comissões de Finanças e Fiscalização (CFF) e de Administração, Serviços Públicos e Trabalho realizarem reunião extraordinária nesta segunda-feira (29), discutiram, votaram e aprovaram  mais cinco matérias que seguiram para o plenário para votação final.

Entre as matérias, a mensagem do Executivo 183,  que trata do Regime Próprio de Previdência do Rio Grande do Norte. As outras matérias aprovadas foram as encaminhadas pelas mensagens: 184  que trata das diárias operacionais do sistema de segurança pública; com rejeição de emenda apresentada na CCJ reduzindo a carga horária de oito para seis horas; a 050 que Institui o Regime Previdenciário Complementar: a 189 que trata dos Adicionais por Tempo de Serviço e a mensagem 191 que concede abono especial de caráter indenizatório e transitório aos servidores.

Participaram da reunião os deputados George Soares (PR), José Dias, Getúlio Rego, Tomba Farias (PSB) e Cristiane Dantas (PCdoB).

Plenário

As apreciações nas Comissões Temáticas da Casa possibilitaram que cinco matérias de iniciativa do Executivo Estadual fossem anunciadas, em sessão ordinária, nesta segunda (29), para deliberação final no plenário. Dentre os projetos lidos, consta a mensagem nº 191, que dispõe sobre a concessão de abono especial, de caráter indenizatório e transitório, aos servidores públicos e pensionistas pagos pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do RN (Ipern).

As mensagens nº 189 e 184 também foram anunciadas durante a sessão. A primeira delas trata sobre a extinção de adicionais por tempo de serviço no âmbito da Administração Direta, Indireta e Fundacional do Estado. A segunda dispõe sobre o pagamento de diária operacional no âmbito dos órgãos integrantes do Sistema Estadual de Segurança Pública.

Referentes ao regime de previdência social, foram anunciadas ainda as mensagens nº 183, que altera dispositivos da Lei Complementar Estadual nº 308, de 25 de outubro de 2005, que reestrutura o Regime Próprio de Previdência Social do Estado e reorganiza o IPERN, e a mensagem nº 050, que institui o Regime de Previdência Complementar para servidores estaduais efetivos.