Archive for julho 19th, 2021

Assembleia Legislativa do RN perde mais um servidor para a Covid

Nota de pesar

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em nome dos 24 deputados estaduais externa pesar pelo falecimento nesta segunda-feira (19) do servidor Antônio Silva do Nascimento, 58 anos, vítima da Covid-19.

Antônio dedicou mais de 40 anos sua vida à Segurança Pública no Rio Grande do Norte e desde 2015 integrava o gabinete de segurança institucional da presidência.

Antônio Silva do Nascimento era terceiro Sargento. Iniciou a carreira no Exército Brasileiro onde serviu na 7 brigada de infantaria motorizada de 1982 à 1987. Um ano depois, ingressou na Polícia Militar do Rio Grande do Norte, atuando em 1988 na Companhia de Polícia de Choque, inicialmente como soldado Antônio, sendo promovido a cabo em 1994 e em 1996 fez o curso de Operações Especiais do Rio Grande do Norte.

Sua trajetória no trabalho de Segurança Pública continuou em 2001 quando fez o curso de Operações Policiais no estado de Alagoas, voltando as terras potiguares para assumir posto na segurança da então governadora Wilma de Faria entre os anos de 2003 à 2004, retornando para o BOPE, em 2005. Antônio era discreto e muito talentoso. Participou de várias operações de combate ao roubos a bancos em conjunto com a Polícia Federal, onde era muito respeitado e admirado. Antônio também serviu por 2 anos na Força Nacional de segurança em operações nos estados de Brasília e Rio de Janeiro, nos anos de 2006 e 2007, foi instrutor dos cursos de ações táticas especiais no BOPE no ano de 2011 e dos cursos de operações especiais do estado do Rio Grande do Norte, onde recebeu o codinome de caveira 005 do RN.

O Poder Legislativo se solidariza com os familiares e amigos pelo momento de dor e luto.

Descanse em paz, Antônio.

Palácio José Augusto
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

Bolsonaro cogita desistir da eleição de 2022 se não tiver voto impresso, diz o R7

Bolsonaro será transferido para São Paulo para avaliar necessidade de  cirurgia de emergência
Foto da Interenet

O presidente Jair Bolsonaro insinuou nesta segunda-feira (19) que pode desistir da candidatura à reeleição em 2022 caso não seja aprovada no Congresso a impressão dos votos das urnas eletrônicas.

Em um discurso já recorrente, o presidente afirmou aos apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, que “eleição sem voto auditável não é eleição, é fraude”.

Bolsonaro disse ainda que os votos das urnas eletrônicas serão auditados dentro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), “de forma secreta” e “pelas mesmas pessoas que liberaram o Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e o tornaram elegível”.

Na realidade, todas as fases da votação, segundo o TSE, são auditáveis e podem ser acompanhadas por integrantes dos partidos políticos do país. O retorno do voto impresso foi testado em 2002 e descartado por várias falhas no processo.

“Olha, eu entrego a faixa para qualquer um se eu disputar eleição…”, deixou no ar Bolsonaro. “Agora, participar dessa eleição com essa urna eletrônica…”, completou, dando a entender que pode não concorrer à reeleição se não houver a mudança.

A declaração é um recuo em relação ao que disse no dia 9 de julho, quando declarou que, se não houvesse a impressão dos votos, poderia não haver eleição em 2022

O chefe do Executivo foi além na análise. De acordo com ele, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, interferiu no Poder Legislativo para barrar o voto impresso no Congresso. 

“O Barroso foi para dentro do Parlamento fazer reunião com os congressistas. E acabou a reunião, o que vários líderes fizeram? Trocaram os parlamentares para votar contra o parecer do deputado Filipe Barros [PSL-PR], relator do projeto”, afirmou.

Na visão de Bolsonaro, a urna eletrônica tem tecnologia defasada e é falsa a informação de que o sistema do TSE é inviolável.

O presidente justificou a falta de pressa na conversa de mais de 20 minutos com os apoiadores em Brasília. “Estou sem agenda”, contou. O dia, brincou, será dedicado à cobrança dos ministros. 

Bolsonaro ficou internado entre quarta-feira (14) a domingo (18) para tratar uma obstrução intestinal. “Não teve nada a ver com a motociata. [O problema} Começou em Porto Alegre [RS], mas foi um churrasco. Enchi a pança”, explicou. 

DJ Ivis tem 2º pedido de liberdade negado, desta vez pelo STJ

Foto: Bárbara Moira/O Povo

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, negou um habeas corpus em defesa do cantor Iverson de Souza Araújo, o DJ Ivis. A decisão foi publicada pela Corte nesta segunda-feira (19). De acordo com o tribunal, o pedido foi solicitado por um perito judicial e não pela defesa do cantor.

Ivis foi preso na última quarta-feira (14) e é investigado por agressões contra a ex-mulher, Pamella Holanda.

Conforme o presidente do STJ, o habeas corpus não dispõe de documentos que mostrem a real situação do processo criminal que tramita na Justiça cearense. Para Humberto Martins, analisar o pedido agora poderia provocar tumulto no processo e prejudicar a própria defesa dos advogados do cantor.

Segundo o STJ, o perito judicial que entrou com o habeas corpus argumentou que DJ Ivis é réu primário, famoso, possui bons antecedentes e não iria atentar contra a vítima no curso do processo. Ele também alega que a prisão preventiva só deveria ser decretada em caso de descumprimento de medida protetiva.

“Não é possível saber sequer se o STJ é competente para apreciar o pedido, pois não há notícia de que o tribunal de origem tenha examinado as questões ora alegadas”, disse o ministro. Em função disso, o pedido foi arquivado.

Justiça do Ceará já negou Habeas Corpus

Durante o fim de semana, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou um habeas corpus impetrado pela defesa do cantor. O artista continua detido no presídio Irmã Imelda Lima Pontes, na Região Metropolitana de Fortaleza, para onde foi transferido após audiência de custódia.

Um dos advogados de DJ Ivis no caso, o criminalista André Quezado, afirmou que irá aguardar a conclusão da fase de inquérito policial para decidir sobre um pedido de soltura do cantor.

O artista está detido em uma área de triagem no presídio, de acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do Ceará. Ele está em uma situação especial de segurança para que seja garantida a integridade física, uma vez que o caso teve grande repercussão.

G1

CPI da Covid: Coronel Azevedo recebe do General Girão documentos da CGU sobre gastos do Governo estadual

O deputado estadual Coronel Azevedo (PSC) recebeu, nesta segunda-feira (19), um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) em que constam informações a respeito de recursos enviados pelo Governo Federal para o Rio Grande do Norte no combate à Covid-19. O documento foi solicitado pelo deputado federal General Girão (PSL) e entregue ao parlamentar estadual.

Com a iminência de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos do Governo do Rio Grande do Norte em ações contra a Covid-19, Coronel Azevedo destacou a importância destas informações para a Comissão que, tudo indica, vai começar seus trabalhos nos próximos dias. “É um material robusto com informações detalhadas e tenho certeza que será muito bem aproveitado pelos integrantes da CPI”, disse.

General Girão espera que a documentação chegue a todos os parlamentares. “Aconteceram irregularidades que precisam ser apuradas”, disse. “A verdade precisa chegar ao conhecimento do cidadão”, completou o parlamentar.

Para Coronel Azevedo, essa documentação vai ajudar a “Casa Legislativa na busca pela verdade”. “Queremos buscar onde foi empregado o dinheiro público de volumosos recursos repassados pelo Governo Federal desde o início desta pandemia”, concluiu.

Ocupando a 2ª vice-presidência da Casa, o deputado estadual informou que a documentação será entregue à Presidência da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (20).

Lei de Ezequiel que incentiva Literatura de Cordel nas escolas do RN é sancionada

De autoria do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), O Estado passa a contar com uma Lei de incentivo e fomento à Literatura de Cordel nas escolas públicas e privadas. A sanção da governadora Fátima Bezerra (PT) ao projeto do parlamentar aprovado no Legislativo foi publicada esta semana no Diário Oficial do Estado, e prevê diretrizes para que ocorra a expansão do cordel nos colégios. 

Para o parlamentar, a medida vai contribuir para aproximar os estudantes da poesia e de uma das mais especiais formas literárias do país. “Estudar o cordel e o repente na escola significa ter contato com o mundo da poesia a partir do cotidiano, com uma carga de  significados que dificilmente outra forma literária tem no Brasil, especialmente para nós, potiguares”, justificou Ezequiel Ferreira.

A lei sancionada pela governadora prevê que as escolas deverão ter instituídas diretrizes para o incentivo e o fomento à Literatura de Cordel, contribuindo para o conhecimento da comunidade escolar acerca da cultura popular brasileira, estimular a cultura de popular, extinguir a discriminação relacionada à cultura regional nordestina, fomentar o reconhecimento identitário norte-rio-grandense, valorizar os cordelistas e ampliar o acesso a uma multiplicidade de gêneros literários como parte integrante do processo educacional.

“Com profundas origens na cultura popular, o cordel vem sendo cada vez mais estudado e venerado como gênero literário rico e de grande relevância para a constituição da identidade cultural brasileira. O cordel também é responsável por romper preconceitos, valorizar a cultura, nossa terra e incentivar os estudantes potiguares a buscarem compreender mais sobre suas origens”, disse Ezequiel Ferreira.

De acordo com a nova legislação, o Governo do RN, bem como os municípios potiguares, dentro dos seus respectivos espaços de competência legislativa, poderão criar diretrizes específicas para o fomento da Literatura de Cordel nos equipamentos públicos de educação.

RN tem a gasolina mais cara do Brasil, motoristas substituem carros por bicicletas

Para economizar combustível, motoristas substituem carros por bicicletas no RN — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução
Para economizar combustível, motoristas substituem carros por bicicletas no RN — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução

G1RN – Os últimos reajustes no preço da gasolina têm feito com que motoristas deixem os carros em casa e busquem outras alternativas para ir ao trabalho no dia a dia no Rio Grande do Norte.

O estado segue como o segundo estado com a gasolina mais cara do Brasil, de acordo com um levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre os dias 11 e 17 de julho.

O preço médio do litro da gasolina registado no RN pela ANP foi de R$ 6,34. O estado fica atrás apenas do Acre, que registra um valor médio de R$ 6,39.

Por O servidor público Fábio Izaias já tinha o hábito de ir ao trabalho de bicicleta de vez em quando por uma questão de saúde. Agora, para economizar gasolina, a atividade se tornou diária.

Ele mora na Cidade Alta e usa a bicicleta todos os dias para ir ao trabalho, no Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Dava uma média de R$ 400 por mês em gasolina. É pesado. A pessoa pode usar esse dinheiro em outra coisa, né? E a gente está economizando, tendo saúde e ajudando a ter uma cidade mais sustentável, com menos carro na rua e menos carbono” conta.

A iniciativa também foi adotada por Eduardo Pandolphi, que passou a sair diariamente do conjunto Cidade Satélite até a UFRN, onde trabalha, de bicicleta.

“Quis unir o útil ao agradável, né? Eu estava precisando fazer algum exercício físico porque, agora, numa pandemia, fico com receio de ir pra academia, de fazer esportes em locais fechados. E com o aumento do preço do combustível, eu pude unir as duas coisas: a economia de combustível e também fazer meu exercício físico”, diz o servidor público.

A mudança não acontece apenas na capital potiguar. Em Mossoró, também tem motorista mudando a rotina.

Há três meses o técnico em informática Bruno Duarte sai de casa para o trabalho, em um trajeto de 3,5 km, de bicicleta. De acordo com ele, a decisão foi tomada quando os gastos com combustível estavam chegando a R$ 500 por mês.

“É uma opção viável para se fazer, trocar o seu transporte de quatro rodas, que tem um alto custo de manutenção, por uma bicicleta. É bem mais prático, bem mais ágil e bem mais saudável”, conta.

De acordo com o economista Robespierre do “Ó”, a escolha dos motoristas pode ter consequências na oferta e demanda de combustíveis, se tornando uma mudança social a longo prazo. “Na hora que o consumidor diminui seu consumo de gasolina, o posto vai vender menos, a distribuidora vai vender menos e a refinaria vai vender menos”.

Dificuldades e outras formas de economizar

“Então, toda uma cadeia produtiva sofre com isso, além do mercado. A oferta está aqui e a demanda diminuiu. Então eu vou ter que adequar essa oferta, diminuindo a produção ou o preço”, explica.

Como toda escolha, a troca do carro pela bicicleta tem vantagens e desvantagens, alerta o servidor público Eduardo Pandolphi. “Andar de bicicleta na chuva é mais arriscado, a gente não vê buraco na rua porque fica tudo empoçado, os óculos também ficam bem ruins para pedalar. Tem que ter estrutura de ciclovia. A Prefeitura diz que já tem quase cem quilômetros de ciclovia na cidade, mas tá um quebra-cabeça, porque elas não estão interligadas e a gente divide [faixa] com os ônibus”.

“A Prefeitura tem que rever esse plano e interligar todas as ciclovias, principalmente para o pessoal da Zona Norte, que é quem sofre com transporte”, diz Eduardo Pandolphi.

Nesses casos, o economista Robespierre relembra que existem outras formas de economizar combustível, mas todas exigem mais planejamento na rotina.

“A outra opção é começar, por exemplo, a compartilhar. Aquelas pessoas que moram próximas, que trabalham ou moram próximo umas das outras, começar a compartilhar o transporte, sair junto. Você observa, hoje, muito carro andando com uma pessoa só. Então, com isso, o que que você faz? Aqueles colegas que moram próximo de trabalho, que moram próximo, no caminho, começarem a rachar”, sugere.

Eudiane Macedo requer manutenção da passarela do Via Direta

A deputada estadual Eudiane Macedo (Republicanos) requereu a manutenção da passarela de pedestres sobre a BR-101, perímetro urbano de Natal, na altura do Natal Shopping e do Via Direta. O objetivo do requerimento é amenizar os problemas relacionados ao referido equipamento público. 

“Esta solicitação, visa sensibilizar o departamento responsável, para que tome providências urgentes, ao referido equipamento que encontra-se com  o pavimento do piso completamente deteriorado, representando risco de acidentes aos pedestres e dificultando o tráfego de cadeiras de rodas e carrinhos de bebê”, destacou a parlamentar. 

As passarelas são estruturas elaboradas para os pedestres sobre uma via de trânsito de grande movimento, onde a instalação de uma faixa de pedestre seria impossível. Na teoria, esses equipamentos são estratégias para evitar certos acidentes de trânsito e até mesmo morte.

Violência contra a mulher: Cristiane Dantas destaca divulgação do Agosto Lilás

A deputada estadual Cristiane Dantas (SDD) apresentou requerimento, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, solicitando à governadora Fátima Bezerra (PT) e à Assessoria de Comunicação Social do Estado, que seja aplicada iluminação na cor lilás no pórtico de acesso ao Centro Administrativo do Estado, além de campanha publicitária nos canais de comunicação e mídias sociais do Governo do Estado, em alusão ao “Agosto Lilás – mês de prevenção à violência contra a mulher”.

O “Agosto Lilás – Mês de Proteção à Mulher” foi instituído pela Lei Nº 10.066/16, de autoria do mandato da deputada Cristiane Dantas e é dedicado às ações de prevenção e combate à violência doméstica e de ampla divulgação dos direitos femininos. “Sendo o Poder Executivo o principal agente imputado a realizar as políticas públicas que visam o bem-estar de desenvolvimento social, este deve ser o balizador de iniciativas como esta, a fim de mobilizar a sociedade potiguar para apoio e conscientização desta causa”, justifica a parlamentar.

De acordo com dados da coordenadoria de estatística da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), a violência contra a mulher aumentou 29% no primeiro semestre de 2021 no Rio Grande do Norte em comparação com o mesmo período do ano passado.

Isolda Dantas sugere ações para resolver problemas de abastecimento hídrico no RN

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) protocolou dois requerimentos que contemplam a questão do abastecimento hídrico no Rio Grande do Norte. O primeiro solicita a manutenção de poço tubular instalado na comunidade “Sítio Jacu”, localizado no município de Francisco Dantas, situado na região do Alto Oeste Potiguar. 

“Os dados apontam que a zona Rural é atendida de forma insuficiente pela rede geral de saneamento exsurgindo, desta forma, a necessidade de atenção especial às demais alternativas de abastecimento.Neste sentido, sublinhamos a necessidade de que seja procedida a manutenção do poço tubular existente no ‘Sítio Jacu’, o qual se encontra inoperante diante da falta de manutenção desde o ano de 2018”, destacou.A parlamentar ressalta ainda a importância da água para o combate e disseminação do vírus (Covid-19).

O segundo requerimento requer a inclusão do Acampamento Santa Catarina, localizado na chapada do Apodi, junto ao Programa RN + Água. “A breve análise das referências apostas [indicadores constantes do Informativo do Saneamento Básico], atesta a necessidade de inclusão da zona rural junto ao RN + Água”, justifica Isolda Dantas. 

O programa governamental busca ampliar o abastecimento de água junto às  comunidades, com investimentos de grande vulto e instalação de mais de  800 novos poços em todo o RN.

Projeto do STF de retornar o Lula para a presidência parece perder apoio da imprensa

Nos últimos meses tudo que a gente procurasse sobre o Lula no Google era mostrado o Lula em alta, com pesquisas que apontavam ele já eleito em 2022.

Hoje, 19.07.2021, quando procurei sobre o Lula, vi surpreendente que a imprensa começa a não apoiar o projeto do STF, de retornar o Lula para a presidência.

“A volta de Lula não cicatriza as feridas deixadas por Bolsonaro”, diz Eduardo Leite

A Tarde/Uol

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite / Foto da Internet

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ganhou os holofotes nos últimos dias após tornar pública a sua orientação sexual. Em entrevista a Pedro Bial, na rede Globo, o gaúcho chamou as atenções do país ao se assumir gay e para o processo de disputa interna do seu partido, o PSDB. Ele quer vencer as prévias do tucanato e se tornar a terceira via contra o antagonismo colocado hoje entre Lula e Bolsonaro. Em entrevista exclusiva ao A TARDE, Eduardo Leite diz que a volta do ex-presidente da República do PT “não cicatriza as feridas deixadas” por seu sucessor e que não se trata agora de ser contra Lula ou Bolsonaro, “temos que ser a favor da população”. “Precisamos trazer o país de volta para o bom senso”. “É preciso focar a energia em construir o novo, e não em destruir o velho”. Confira:

Governador, o senhor foi prefeito de Pelotas, governa hoje o Rio Grande do Sul, é jovem e acumula um histórico de bom gestor e de exímio articulador. O que te fez decidir entrar na disputa para Presidência da República?

Eu tive a oportunidade de ser prefeito da minha cidade, a terceira maior cidade do estado, Pelotas, num contexto difícil. Para quem não conhece o Rio Grande do Sul, temos uma realidade de desigualdade regional bastante acentuada. A metade sul do estado é muito mais empobrecida do que a parte norte do estado. É uma região que perdeu dinâmica econômica ao longo do século XX. Então isso já é uma dimensão do quanto que a região tinha dificuldades e problemas. Mesmo nesse contexto, eu consegui terminar o meu mandato como prefeito com 90% de aprovação, e prova disso são os 90% de votos que eu fiz na minha cidade e assumi o Rio Grande do Sul num contexto também de dificuldades e crises. O estado ficou 5 anos sem conseguir pagar o salário dos servidores em dia, entrei no governo com hospitais recebendo com atrasos, parando serviços… Um contexto de muita dificuldade. Está tudo rigorosamente em dia hoje, com o estado abrindo espaço para investimentos. Um grande programa de privatizações, concessões, modernização da máquina pública. Então isso me deu muita experiência de enfrentamento de dificuldades, dificuldades que estão aí no cenário nacional também. Talvez por isso tenha sido procurado por um grupo de lideranças políticas do partido me provocando para que eu passasse a levar essa experiência do que a gente tem feito no Rio Grande do Sul, para um debate nacional e construir uma alternativa em nível nacional. Eu estou bastante entusiasmado com essa perspectiva, e acho que posso dar uma contribuição, talvez por ser o primeiro governador e político millennial a apresentar o nome para uma disputa presidencial, uma nova geração da política.

O senhor não era conhecido no grande público, mas ganhou visibilidade nacional ao tornar pública sua opção sexual. Como avalia a repercussão e o impacto que isso tem no ambiente da política?

Eu nunca escondi, nunca tentei fazer acreditar que tinha outra orientação. Simplesmente não falava a respeito do assunto, porque, na verdade, eu torço para que um dia isso seja um “não assunto”. Mas no Brasil de hoje é um tema. Eu acho que o que realmente deve pauta no Brasil de hoje é a integridade dos políticos. Integridade no sentido de ser por inteiro, eu diria. Não ter nada a esconder. Não é a minha orientação sexual algo a esconder. A esconder têm os outros. Que escondem rachadinhas, que escondem super faturamento de vacinas, que escondem mensalão e outros problemas. Então eu achei que era importante nesse momento em que eu começo a me apresentar nacionalmente, que a população possa entender quem eu sou por inteiro sem ter nada a esconder, que é fundamental para que a gente possa construir um novo capítulo na política nacional, de superarmos essa falta de integridade presente e focarmos no enfrentamento dos problemas que realmente interessam para a população, que é o combate à miséria, o combate ao desemprego, o combate à corrupção… São temas que realmente interessam nessa política que se faz tanto do contra hoje, está muito contra uns, contra outros, nós contra eles, eles contra nós… E na verdade não tem que ser essa de uns contra os outros, tem que ser contra os problemas que afligem a população mais pobre. É nesse sentido que eu quero me dedicar. Fui muito bem recebido, muito bem acolhido na minha apresentação pública sobre a minha vida pessoal, o que me anima bastante no sentido de que há afeto mais do que ódio nesse Brasil incendiado pelo radicalismo. Há na população, nas lideranças políticas, sem dúvida nenhuma, uma oportunidade de superar esse ódio com afeto e com respeito.

O que pretende fazer para se viabilizar como candidato do PSDB, tornar a sua candidatura competitiva?

Eu acho que é exatamente o que a gente está fazendo, buscar me apresentar, o governador João Doria é alguém que merece respeito, o governo de São Paulo é importante, o governador tem sua própria dinâmica também de trabalho que merece o nosso respeito. A questão é poder tornar conhecido uma alternativa dentro do partido para que se entenda melhor quem que pode se conectar com o sentimento da população, do eleitorado. Não é exclusivamente sobre capacidade política ou capacidade de gestão. Acho que isso, tanto eu, quanto o Doria, o ex-governador e senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito Arthur Virgílio tem. Ninguém está discutindo a capacidade individual de governar. A capacidade política-eleitoral é que tem que ser avaliada pelo partido diante do cenário em que se vive na política nacional. A capacidade eleitoral não depende apenas do candidato, ela depende do contexto. Você tem que entender o contexto e ver dentro do contexto eleitoral em que você está vivendo quem que melhor será entendido pela população como representante do que se pretende para o futuro do país. Um exemplo, o ex-governador Geraldo Alckmin em 2006 foi candidato a Presidente da República e teve 40% dos votos no primeiro turno. Doze anos depois ele concorre novamente e faz 4% dos votos no primeiro turno. Não mudou o Alckmin, talvez fosse um Alckmin melhorado, com mais experiência, com mais apoio político. Mas mudou o contexto eleitoral. O contexto não era favorável para a candidatura de alguém com o perfil do governador Alckmin. Pedia outro tipo de perfil diante das frustrações que a população tinha tido, até em função de Lava Jato, em relação à política, os políticos tradicionais. Então é isso que tem que ser entendido. Eu vou me apresentar, mostrar o meu estilo, o meu jeito de fazer política, para que possa ser entendido pelo PSDB e, se for o caso, liderar então esse projeto nacionalmente.

Qual a estratégia para romper o cenário de tanto antagonismo e tanta polarização entre Bolsonaro e Lula que se configura para 2022?

Essa polarização, o que se verifica nas pesquisas eleitorais, tem que ser entendido pelo que elas mostram para além das intenções de voto. Se por um lado elas mostram intenções de voto polarizando essas duas candidaturas, por outro lado elas mostram também rejeição muito alta às duas candidaturas. Então as pesquisas traduzem, especialmente nesse momento, mais do que intenção de voto, elas traduzem o sentimento da população. Há muita rejeição a um, muita rejeição ao outro, e essa rejeição acaba se convertendo em votos naquele que antagoniza. Então quem rejeita Bolsonaro conhece Lula e está votando em Lula, está apresentando a intenção de votar em Lula. E vice versa. Quem rejeita Lula vê em Bolsonaro o antagonista de Lula e, portanto, apresenta sua intenção de voto em Bolsonaro. Porque na verdade o eleitor ainda não conhece as outras opções, as outras alternativas. Mais do que o eleitor quer, a gente consegue perceber o que ele não quer nas pesquisas. Então eu acho que na oportunidade de ir conhecendo os candidatos, isso vai acontecer mais no ano que vem, eu não tenho a expectativa de que nesse ano se rompa a polarização nas pesquisas. Eu acho que isso vai ser algo que vai começar a acontecer quando o eleitor começar a perceber que a eleição está chegando. Porque nesse momento a preocupação do cidadão é se a vacina vai chegar a tempo de se proteger, se vai conseguir manter seu emprego, ou se vai conseguir um emprego… Então essas são as preocupações imediatas, e não a preocupação com a eleição. No momento que a eleição se apresentar, o eleitor vai começar a procurar, e eu percebo que há um sentimento de frustração com o passado do PT que se apresentou na última eleição, há um sentimento de frustração com o presente, e isso poderá ensejar a busca por algo novo e é isso que a gente quer mostrar, uma política feita a favor das causas que a população deseja, e não simplesmente em combater um ou outro. Não é contra Lula ou contra Bolsonaro, é um caminho que seja a favor das causas que a população está procurando, fugindo desse debate polarizado. Temos que ser a favor da população.

Os partidos mais ao centro erram ao não construírem uma força alternativa real para enfrentar esses polos tão antagônicos?

É que nesse momento nenhuma candidatura no centro pode avocar o direito de ser a candidatura única da terceira via, que reúna o centro na medida em que as pesquisas não demonstram isso. É compreensível e é legítimo que cada partido deseje nesse momento viabilizar-se como protagonista. Os partidos políticos, via de regra, são organizados para buscar o protagonismo do processo político. Então o que significa isso? É legítimo que Democratas procurem viabilizar um caminho, que PSDB procure viabilizar um caminho, que PDT, com Ciro, procure viabilizar um caminho. É importante que a gente mantenha a capacidade de diálogo entre essas forças para que num momento mais a frente, apropriado, a gente busque construir convergência para enfrentar esse processo, precisamos trazer o país de volta para o bom senso, o equilíbrio que é fundamental para que a gente possa avançar.

O ex-presidente Fernando Henrique se encontrou com o ex-presidente Lula na tentativa de distensionar esse antagonismo da política e construir um processo de diálogo para o próximo ano. Vale tudo para derrotar Bolsonaro?

Olha, sem dúvida nenhuma a gente precisa trazer, como eu disse, o país para o bom senso e equilíbrio. Bolsonaro infelizmente é o oposto disso. É o caminho do conflito, do confronto, de uma política que busca mais destruir do que construir. Uma frase que eu gosto muito diz que o segredo da mudança, para se fazer mudança, é preciso focar a energia em construir o novo, e não em destruir o velho. Quem gasta energia tentando destruir perde a oportunidade de construir. Tem muita energia desperdiçada no Brasil hoje na tentativa de destruição. Mas não pode deixar de ser dito que muito dessa energia canalizada para destruição feita por Bolsonaro é resultado de uma política divisiva, que buscou dividir, feita pelo PT também. O PT deu início a esse processo de discussão do nós contra eles, o tempo deles, o nosso tempo. E nesse discurso que buscou dividir sempre, separar uns dos outros, foi deixando terreno fértil para surgir Bolsonaro. Então por isso que eu entendo que a volta de Lula não cicatriza as feridas deixadas por Bolsonaro. Entendo que uma parcela da população, buscando superar os tempos difíceis que nós vivemos, lembre-se de um tempo de bonança de Lula e relembre com saudade daquele tempo. Mas é importante lembrar também que muito daquela bonança foi proporcionada cavando um buraco grande no qual o país foi lançado nos anos seguintes. Então, para a gente poder superar esses problemas, a gente tem que criar um novo caminho, e não simplesmente voltar ao passado para substituir o que está aí. Então o encontro do ex-presidente Fernando Henrique com o ex-presidente Lula é legítimo, é um encontro de ex-presidentes, só que um desses ex-presidentes é candidato. Então acho que deveria se tomar cuidado com esses encontros, mas o ex-presidente Fernando Henrique sabe o que faz, é em nome dele, não em nome do partido.

O senhor declarou voto em Bolsonaro na última eleição e é cobrado por isso hoje. Isso te deixa com uma pecha de bolsonarista arrependido como a gente vê muito no país?

É o que tentam adversários, especialmente a esquerda, colocar em mim, mas que de forma alguma corresponde à realidade. Ficou muito clara a minha posição naquela eleição de 2018. Eu poderia ter optado pelo caminho fácil de aderir, apoiar, fazer campanha junto de Bolsonaro, porque no primeiro turno das eleições o Rio Grande do Sul ele já fez mais de 55% dos votos. Então seria um caminho natural de quem quereria se eleger, quem queria se eleger a governador, mas não foi o caminho que eu optei, meu adversário sim. Meu adversário no segundo turno fez o equivalente ao BolsoDoria, que ficou famoso em São Paulo. Ele fez o SartoNaro. Era uma campanha casada do Sartori. Não foi o meu caminho. Eu fiz uma manifestação de voto, mas com críticas a Bolsonaro, mostrando a minha diferença. No segundo turno, você tem uma eleição plebiscitária. Você tem dois caminhos. Você escolhe um caminho em relação ao outro. O que nós tínhamos naquele segundo turno? De um lado, Fernando Haddad, que representava o Partido dos Trabalhadores, com graves escândalos de corrupção, buscando aconselhamento na cadeia, não era aquilo adequado, seria um recado muito ruim para um país que estava buscando superar graves denúncias de corrupção das operações Lava Jato. Do outro lado, a candidatura alternativa de Bolsonaro, que tinha um discurso durante uma vida pública inteira contrária ao respeito entre as pessoas. De ataque, de agressões. Mas, diante do quadro que se tinha, para evitar a volta do PT, naquele momento parecia o que era possível. Não tínhamos uma previsão de que teríamos uma pandemia e que a crueldade do presidente se apresentasse de forma tão grave, essa falta de compaixão que ele expressa de forma tão grave para o país num momento como essa pandemia. Então foi um erro e nós precisamos corrigir esse erro sem cometer um erro outro, que seja a volta ao passado de pouca responsabilidade e de denúncias de corrupção como a gente enfrentou.

Podemos quer Moro contra Bolsonaro e Lula em 2022

Moro: conversas de bastidores
Moro: conversas de bastidores (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

Defensores do nome de Sérgio Moro para a disputa presidencial deflagraram um movimento político para tentar convencer o ex-ministro da Justiça a disputar a eleição presidencial do próximo ano. Entre os entusiastas da ideia está o Podemos – partido dos senadores do Paraná, Alvaro Dias, Oriovisto Guimarães e Flávio Arns – que mantém conversas com o ex-juiz e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, e oferece a legenda para que ele concorra à sucessão. A campanha, batizada de “Moro 2022 contra o sistema”, defende que o ex-juiz ocupe a faixa da “terceira via”, como alternativa às candidaturas do presidente Jair Bolsonaro e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O movimento também se intensificou com a presença de Moro no Brasil – ele está morando e trabalhando nos Estados Unidos -, onde teve conversas com políticos que defendem sua candidatura. Para apoiadores, Moro não definiu ainda se está disposto a se lançar como candidato ao Planalto. Mas, segundo o senador Oriovisto, de quem é próximo politicamente, ele também não descartou a possibilidade de participar da disputa. O prazo para essa decisão seria em outubro, já com o cenário político um pouco mais definido.

“Temos um diálogo excelente com Moro”, conta o paranaense. “Ele já nos disse que, se resolver entrar na política vai se filiar ao Podemos. Fizemos algumas reuniões e estamos insistindo nisso com ele. Moro ainda não aceitou ser candidato a presidente, mas também não disse não. Ele está pedindo tempo para pensar. E a hora de fazer campanha para que ele aceite é agora”, diz.

Vácuo

Oriovisto Guimarães diz que o quadro político atual criou um “vácuo político” onde Moro poderia se transformar numa alternativa. “O Brasil está vivendo uma política bipolar. É uma coisa absurda. Hoje, a opção está entre a corrupção de esquerda e a corrupção de direita. São duas corrupções com cores ideológicas diferentes. Mas são governos igualmente corruptos. Um está envolvido com rachadinhas, com negócio de vacina, Queiroz. Do Lula não precisa nem falar. Depois do mensalão e do petrolão, não precisa falar de corrupção do PT mais. Não é possível que o Brasil se resuma a essas duas opções”, diz o senador paranaense. Sua avaliação é de que há um crescente desembarque de eleitores de Bolsonaro.

Bem Paraná

Justiça determina que Sindicato de Servidores de Natal apresente prestação de contas dos últimos 4 anos

Com 23 anos à frente do sindicato, Soraia precisa de mais 07 anos para se aposentar. Uma carreira no serviço público ao qual fez concurso, totalmente no desvio da função. Hoje, as chances de reeleição ou “perpetuação”, dessa vez, parecem não existir!

Via: JustiçaPotiguar.Com.Br
O juiz Ande Luís Pereira, da 16ª Vara Cível de Natal, determinou que o Sindicato dos Servidores Públicos de Natal (Sinsenat) apresente no prazo de 15 dias as documentações de prestação de contas dos últimos 4 anos.

O magistrado pontuou na decisão: “DEFIRO o pedido de produção antecipada de provas, e determino que a atual diretoria do Sinsenat apresente, no prazo de 15 (quinze) dias, toda documentação das Assembleias Gerais para aprovação das contas do Sinsenat realizadas no período de 2017 a 2021, especialmente quanto aos seguintes documentos: (v) Edital de Convocação para Assembleia Geral para aprovação das contas do sinsenat; (vi) Ata de Assembleia Geral para aprovação das contas do sinsenat; (vii) Lista de Presença de todos os filiados que compareceram a Assembleia Geral para aprovação das contas do sinsenat; e Prestação de contas, balanço e balancetes, recibos, notas fiscais e documentos em geral relativos aos anos de 2017 a 2021″.

‘R$ 6 bilhões nas mãos do Marinho, ele concluiria água para o nordeste’ – diz Bolsonaro sobre ‘fundão’

URGENTE: Assessoria atualiza quadro de saúde do ministro Rogerio Marinho,  internado após um infarto na madrugada - Rádio 98 FM Natal
Rogério Marinho será candidato ao Senado com Benes Leocádio para Governo do RN/ Foto da Internet

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) responsabilizou, neste domingo (18/7), o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), pela aprovação do Fundo Eleitoral, no fim da semana passada. Ramos presidiu a sessão que votou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que ampliou de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões o valor do fundo para 2022.

“O responsável por aprovar isso aí e o Marcelo Ramos, lá do Amazonas, o presidente”, disse. “O Marcelo Ramos que fez isso tudo. Se tivesse destacado, talvez o resultado teria sido diferente. Então, cobre em primeiro lugar do Marcelo Ramos.”

O texto da LDO foi relatado pelo deputado Juscelino Filho (DEM-BA), que incluiu a mudança nas regras que determinam o financiamento público de campanhas eleitorais.

Segundo o relator, o piso para o fundo será de 25% dos recursos destinados à Justiça Eleitoral em 2021 e 2022 acrescido de emendas de bancadas estaduais. Técnicos da Câmara e parlamentares apontam que essa mudança foi que permitiu o aumento de quase o triplo do registrado em 2018 e 2020.

O texto teve o referendo de deputados da base governista. O presidente, porém, isentou os parlamentares de culpa.

“Teve a votação da LDO, que interessava para o governo. Então, num projeto enorme, alguém botou lá dentro essa casca de banana ou essa jabuticaba.”

Após a fala do presidente, Ramos afirmou que Bolsonaro se isenta das responsabilidades na pandemia e agora busca outros culpados no que se refere ao Fundo Eleitoral.

“Ele deveria é dizer que vai vetar, mas vai tentar arrumar alguém para responsabilizar também, porque é típico dele e dos filhos correr das suas responsabilidades e obrigações”, disse Ramos.

Cabe ao presidente Bolsonaro sancionar a LDO aprovada pelo Congresso. Ele tem um prazo de 15 dias para decidir.

“Sigo a minha consciência, sigo a economia e a gente vai buscar dar um bom final para isso tudo daí. Afinal de contas, eu já antecipo: R$ 6 bilhões para fundo eleitoral, pelo amor de Deus! R$ 6 bilhões nas mãos do Tarcísio, ele recapearia grande parte da malha rodoviária do Brasil; nas mãos do Rogério Marinho, ele concluiria água para o Nordeste”, afirmou o presidente, sinalizando veto.


Com informações do Metrópoles

Reino Unido retira obrigação de uso de máscaras e limite de pessoas em reuniões nesta segunda

Foto: REUTERS/Hannah McKay

O governo do Reino Unido anunciou neste domingo (18) que as medidas de restrição contra a Covid-19 serão suspensas a partir desta segunda-feira (19). O dia tem sido chamado pelos britânicos de “Freedom Day” (Dia da Liberdade, em português).

O uso de máscaras não será mais obrigatório e não haverá mais limite para o número de pessoas que podem se reunir em ambientes internos ou externos. O distanciamento social será limitado a pessoas com teste positivo para o vírus.

A decisão, que seria implementada há quatro semanas, sofreu adiamentos com o objetivo de ampliar o público vacinado. Nesse período, 8 milhões de pessoas foram imunizadas. Mais de dois terços dos adultos britânicos estão completamente vacinados.

O primeiro-ministro Boris Johnson está em isolamento após contato com uma pessoa infectada, segundo comunicado do governo divulgado neste domingo. Johnson permanecerá afastado até o dia 26 de julho.

O fim das restrições será acompanhado de cinco medidas:

  • As restrições serão substituídas por orientações para que as pessoas possam tomar as próprias decisões em relação às medidas de proteção contra o vírus.
  • O intervalo entre as doses das vacinas aplicadas no país será reduzido de 12 para 8 semanas.
  • O governo manterá o sistema de testagem, rastreio de contato e isolamento para infectados. De acordo com as orientações, até 16 de agosto, as pessoas que tiveram contato com um caso positivo precisarão se isolar também. Após a data, quem estiver completamente imunizado fica livre da medida.
  • O controle da entrada de viajantes na fronteira será mantido com as mesmas regras atuais, que incluem medidas de quarentena.
  • Os dados epidemiológicos serão monitorados e medidas de contingência podem vir a ser adotadas em caso de necessidade, mas restrições serão evitadas se possível, segundo o governo.

O primeiro-ministro Boris Johnson fez um alerta para que todos os adultos que ainda não receberam a primeira ou a segunda dose da vacina busquem a imunização, como medida de proteção individual e coletiva.

De acordo com o governo, a preocupação se volta para os jovens adultos, que podem impulsionar a transmissão da doença. Todos os adultos maiores de 18 anos podem realizar o agendamento e quase 60% dos menores de 25 anos receberam pelo menos uma dose. O governo considera, ainda, que os casos possam continuar aumentando. No entanto, afirma que a campanha de vacinação reduziu significativamente os casos de hospitalização e morte pela doença.

CNN Brasil / BG