Archive for novembro 14th, 2021

Inflação na Argentina acumula alta de 41,8% no ano

Lideram o <i>ranking</i> das maiores altas em outubro: vestuário e calçados (5,1%) e saúde (4,7%)
Lideram o ranking das maiores altas em outubro: vestuário e calçados (5,1%) e saúde (4,7%) | Foto: Divulgação/Twitter/Alberto Fernández /

Apesar da política de congelamento de produtos da cesta básica na Argentina, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 3,5% em outubro, na comparação com o mês anterior. A inflação do país já acumula alta de 41,8% neste ano — em 12 meses, chegou a 52,1%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, na quinta-feira 11.

Com a mais recente alta, a inflação está perto de superar outra meta estabelecida pelo ministro da Economia, Martín Guzmán. Inicialmente, ele havia projetado que o IPC ficaria em 29% neste ano. No Orçamento para 2022, a previsão foi ajustada para 41,5%. Analistas ouvidos pelo Banco Central da Argentina esperam que o índice fechará 2021 entre 50% e 51%.

Lideram o ranking das maiores altas em outubro: vestuário e calçados (5,1%) e saúde (4,7%), segundo o Indec. Embora o governo esteja controlando preços, os alimentos e bebidas não alcoólicas ficaram 3,4% mais caros no mês passado.

Revista Oeste

Com gasolina a quase R$ 8, motoristas questionam ação do governo para conter alta

Preço médio da gasolina no Brasil é de R$ 6,67 / RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Postos de combustíveis de algumas cidades brasileiras já estão vendendo o litro da gasolina por quase R$ 8. A gasolina cara é encontrada em Bagé, no Rio Grande do Sul, e em São Francisco de Itabapoana, no interior do Rio de Janeiro, a R$ 7,99. O último levantamento da Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontou sexta alta seguida no litro da gasolina nos postos espalhados por todo o Brasil.

O preço médio no país está em R$ 6,67, que representa uma alta de 0,65% nesta semana. Outros combustíveis também continuam subindo. É o caso do litro do óleo diesel, que tem uma capilaridade muito grande na economia brasileira, com alta de 2% nesta semana, e o etanol, alta de 1,8%.

O motorista de taxi Adenir Félix diz que a vida está mais difícil, tendo que trabalhar duas a três horas a mais para compensar o custo mais elevado e que espera alguma medida do governo federal para conter o preço dos combustíveis. “A vida está muito difícil.

Não sabemos onde vamos parar. O preço dos combustível tá sem controle. A gentee abastece hoje, dois a três dias depois tem aumentado o preço na bomba. Eu acho que está na hora de ter o controle disso. Não sei se são os governantes, não sei se é a Petrobrás, não sei se é o ministro da economia, que não está fazendo o trabalho direito, mas infelizmente não dá para trabalhar dessa maneira”, afirma.

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Brás fala dos riscos da alta dos preços dos combustíveis para a economia brasileira. “Um dos vetores da inflação de 2021 tem sido os combustíveis, gasolina, diesel, GNV subiram muito de preço nos últimos meses.

A gasolina mais de 40 entre novembro do ano passado e outubro desse ano, segundo o IPCA-15 do IBGE. E a gasolina é o combustível, no IPCA, que mais pesa. Ela compromete 6% do orçamento familiar. E, com essa alta toda, ela já começa a pressionar muito o orçamento das famílias.

Aqueles que trabalham com táxi por aplicativo também sentem os aumentos do preço do GNV e do etanol. O etanol já subiu 60%. O etanol é derivado da cana, e houve quebra de safra na cana de açúcar em função dessa seca, que nos trouxe também a crise hídrica, e o etanol é também usado na gasolina C.

A gasolina que a gente coloca nos carros tem 27% de derivado da cana, o que também ajuda a explicar porque a gasolina subiu tanto de preço em 2021”, diz o economista. No ano, a alta do diesel nas refinarias já 65% e da gasolina 73%. Segundo fontes da Petrobras, no curto prazo não há perspectiva de um novo reajuste.

Jovem Pan