Banco Central eleva os juros a 9,25%, e Selic alcança o maior patamar desde 2017

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Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) voltou a subir, nesta quarta-feira, 8, a taxa básica de juros da economia brasileira, passando a Selic de 7,75% para 9,25% ao ano. A segunda alta seguida de 1,5 ponto percentual já era esperada pelos analistas em meio à deterioração das projeções para a inflação de 2022 — para este ano, o BC já abandonou qualquer perspectiva de cumprir com a meta.

O movimento deixa a Selic no patamar mais elevado desde maio de 2017, quando foi a 10,25% ao ano. Esta foi a sétima alta consecutiva da taxa, que em janeiro estava em 2% ao ano, o menor nível da história. Desde março, o colegiado injetou 7,25 pontos percentuais na taxa de juros, a maior escalada em quase 20 anos. O novo ciclo de alta deve se estender para 2022, segundo as previsões do Boletim Focus, a pesquisa semanal do BC com mais de uma centena de bancos, casas de análise e outras instituições. O mercado estima que o Copom eleve a Selic a 11,25% ao fim do primeiro trimestre e a estabilize nesse patamar até a virada do ano. Para 2023, os analistas estimam o início de uma nova temporada de cortes, trazendo os juros para 8%, enquanto para 2024 a taxa deve ser reduzida para 7% ao ano.

A aceleração dos juros deve impactar negativamente na recuperação da economia no ano que vem por encarecer a tomada de crédito e impactar na redução dos investimentos. O colegiado se reúne a cada 45 dias. O primeiro encontro do Copom para 2022 está marcado para 1º e 2 de fevereiro.

Jovem Pan

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