Category: Educação

Enem 2019 encerra inscrições nesta sexta; veja passo a passo

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 serão encerradas nesta sexta-feira, às 23h59. O cadastro deve ser feito pelo site oficial da prova (https://enem.inep.gov.br/participante/). No fim da matéria, confira o passo a passo.

Neste ano, a taxa de inscrição custa R$ 85 e tem de ser paga entre os dias 6 e 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e correios. Atenção: mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem.

É necessário entrar no site do exame e informar o número do CPF e do RG. Será criada uma senha de acesso que permitirá, mais adiante, verificar o cartão de confirmação e os resultados do candidato. Também é preciso ter um número de celular e um e-mail válidos para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a prova, envie comunicados.

Segundo o órgão, até esta sexta será possível atualizar dados de contato, trocar o município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico.

Para os candidatos que precisam dessa atenção diferenciada, como pessoas com deficiência ou lactantes, a solicitação deve ser feita também até 17 de maio.

Entre 20 e 24 de maio, será possível fazer a solicitação de atendimento pelo nome social – caso o participante transexual prefira não ser chamado pelo nome do registro civil.

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 serão encerradas nesta sexta-feira, às 23h59. O cadastro deve ser feito pelo site oficial da prova (https://enem.inep.gov.br/participante/). No fim da matéria, confira o passo a passo.

Neste ano, a taxa de inscrição custa R$ 85 e tem de ser paga entre os dias 6 e 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e correios. Atenção: mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem.

É necessário entrar no site do exame e informar o número do CPF e do RG. Será criada uma senha de acesso que permitirá, mais adiante, verificar o cartão de confirmação e os resultados do candidato. Também é preciso ter um número de celular e um e-mail válidos para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a prova, envie comunicados.

Segundo o órgão, até esta sexta será possível atualizar dados de contato, trocar o município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico.

Para os candidatos que precisam dessa atenção diferenciada, como pessoas com deficiência ou lactantes, a solicitação deve ser feita também até 17 de maio.

Entre 20 e 24 de maio, será possível fazer a solicitação de atendimento pelo nome social – caso o participante transexual prefira não ser chamado pelo nome do registro civil.

Enem - passo 2 — Foto: Reprodução
Enem – passo 2 — Foto: Reprodução

3- Informe a data de nascimento.

Enem - passo 3 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 3 — Foto: Reprodução

Enem – passo 3 — Foto: Reprodução

4- Clique em “iniciar a inscrição”.

Enem - passo 4 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 4 — Foto: Reprodução

Enem – passo 4 — Foto: Reprodução

5- Confira a data de nascimento e o nome de sua mãe.

Enem - passo 5 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 5 — Foto: Reprodução

Enem – passo 5 — Foto: Reprodução

6- Se quiser, declare o nome do seu pai.

Enem - passo 6 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 6 — Foto: Reprodução

Enem – passo 6 — Foto: Reprodução

7- Preencha os campos de cor, estado civil e nacionalidade.

Enem - passo 7 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 7 — Foto: Reprodução

Enem – passo 7 — Foto: Reprodução

8- Selecione o Estado e a cidade em que nasceu.

Enem - passo 8 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 8 — Foto: Reprodução

Enem – passo 8 — Foto: Reprodução

9- Digite os dados de seu RG.

Enem - passo 9 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 9 — Foto: Reprodução

Enem – passo 9 — Foto: Reprodução

10- Digite seu CEP.

Enem - passo 10 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 10 — Foto: Reprodução

Enem – passo 10 — Foto: Reprodução

11- Confira sua rua e informe o número e o complemento de sua residência.

Enem - passo 11 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 11 — Foto: Reprodução

Enem – passo 11 — Foto: Reprodução

12- Informe se precisa de algum recurso de acessibilidade.

Enem - passo 12 — Foto: reproduçãoEnem - passo 12 — Foto: reprodução

Enem – passo 12 — Foto: reprodução

13- Escolha se quer fazer a prova de inglês ou de espanhol.

Enem - passo 13 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 13 — Foto: Reprodução

Enem – passo 13 — Foto: Reprodução

14- Escolha onde deseja fazer a prova.

Enem - passo 14 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 14 — Foto: Reprodução

Enem – passo 14 — Foto: Reprodução

15- Informe até que período você estudou.

Enem - passo 15 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 15 — Foto: Reprodução

Enem – passo 15 — Foto: Reprodução

16- Informe se você frequentou escola particular ou pública.

Enem - passo 16 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 16 — Foto: Reprodução

Enem – passo 16 — Foto: Reprodução

17- Informe se fez ou não o Encceja para ter o certificado do ensino médio.

Enem - passo 17 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 17 — Foto: Reprodução

Enem – passo 17 — Foto: Reprodução

18- Escolha a opção com o tipo de ensino (regular, profissionalizante, técnico, etc.) e o ano de conclusão.

Enem - passo 18  — Foto: ReproduçãoEnem - passo 18  — Foto: Reprodução

Enem – passo 18 — Foto: Reprodução

19- Responda a 25 perguntas do questionário socioeconômico. Exemplos: quantas geladeiras possui em casa, qual a renda da família, etc.

Enem - passo 19 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 19 — Foto: Reprodução

Enem – passo 19 — Foto: Reprodução

20- É importante informar seus dados de contato. É por eles que o Inep enviará comunicados sobre a prova.

Enem - passo 20 — Foto: ReproduçãoEnem - passo 20 — Foto: Reprodução

Enem – passo 20 — Foto: Reprodução

21- Conclua a inscrição e, caso não esteja isento da taxa de inscrição, imprima o boleto de pagamento.

Fonte: https://g1.globo.com

 

Prefeitura lança edital para contratação temporária de professores em Natal

Cargos são para profissionais da educação de 11 áreas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Natal
Cargos são para profissionais da educação de 11 áreas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Natal

A Prefeitura de Natal abriu processo para contratação temporária de professores. O edital foi lançado nesta segunda-feira (6) e a publicação está no Diário Oficial do Município (DOM). O processo de seleção é para cadastro de reserva e por isso não há número total de vagas definidas.

Ao todo, são profissionais de 11 áreas na educação que podem concorrer. Os salários são de R$ 2.421,79 para 10 deles – a exceção é o cargo de educador infantil, que tem os rendimentos em R$ 2.676,57.

As inscrições abriram na manhã desta segunda-feira (6), vão até o dia 12 de maio e podem ser feitas pela internet (clique AQUI). A inscrição custa R$ 60. Para isenção da taxa, o candidato tem que se enquadrar nos requisitos pontuados no edital.

Ao todo, estão abertas vagas para cadastro de reserva para os cargos de educador infantil, professor de artes visuais, ensino religioso, ciências, história, inglês, libras e professor de anos iniciais, além dos cargos de professor de artes para dança, música e teatro. O resultado final do será divulgado no dia 11 de junho.

Depois da inscrição, o candidato deverá comparecer no Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure), entre os dias 7 a 13 de maio, das 8h às 13h, para entrega dos documentos exigidos no edital. Estão reservados o total de 5% das vagas para pessoas com deficiência e de 20% para candidatos negros.

Os candidatos ao cargo de Professor de Libras serão submetidos à análise curricular e avaliação em Língua de Sinais, enquanto os demais candidatos passarão apenas pela análise do currículo. O processo tem validade de dois anos, desde a data de publicação da homologação, podendo ser prorrogado por mais dois anos.

G1

UERN abre seleção para professores de educação física

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) abriu seleção para contratação temporária de profissionais de Educação Física. As inscrições acontecem até a terça-feira (30). A remuneração inicial é de R$ 2.498,27, com acréscimos de acordo com titulação.

Acesse AQUI o edital

Os selecionados deverão atuar como instrutores de atividades físicas em modalidades como Musculação e Práticas Corporais em turmas oferecidas pela Escola da UERN – EdUCA, instalada no Campus de Natal/Complexo Cultural da UERN.

Outras informações: (84) 99165-7334 (WhatsApp) ou educa.natal@uern.br

Fonte: https://g1.globo.com

Educação: ‘Quem continuar na guerra, batendo, está fora’, diz Abraham Weintraub ao assumir MEC

Abraham Weintraub e Ricardo Vélez Rodríguez durante a cerimônia de transmissão de cargo no Ministério da Educação — Foto: Andre Sousa/MEC
Abraham Weintraub e Ricardo Vélez Rodríguez durante a cerimônia de transmissão de cargo no Ministério da Educação — Foto: Andre Sousa/MEC

Ao assumir oficialmente nesta terça-feira (9) o comando do Ministério da Educação, o novo ministro, Abraham Weintraub, disse que não aceitará divergências internas, e que quem criar brigas ou discordar dos rumos da pasta “está fora”.

Weintraub recebeu o cargo oficialmente em cerimônia com o antecessor, Ricardo Vélez Rodríguez. Antes da transmissão do cargo, ele foi empossado no ministério pelo presidente Jair Bolsonaro.

“A gente vai pacificar o MEC. Como funciona a paz? A gente está decretando agora que o MEC tem um rumo, uma direção, e quem não estiver satisfeito com ela vai ser tirado. Existe, sim, obrigação de uma pessoa que está no time. Ela pode ter as convicções pessoais que for. Eu tenho as minhas convicções pessoais”, declarou o ministro.

G1

Cursinho preparatório para o Enem abre vagas para turma na UFRN

Enem, usado no Sisu, Prouni e Fies, é o principal meio de acesso ao ensino superior no Brasil — Foto: Reprodução/RBS TV 

O Cursinho do Diretório Central dos Estudantes (DCE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), realiza, na próxima quinta-feira (11), das 9h às 11h, matrículas para uma nova turma do preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As vagas são para o turno da manhã e voltadas para todos os estudantes que concluíram ou estão concluindo o ensino médio. O limite é de 45 alunos.

Os interessados em se matricular no preparatório devem se dirigir à secretaria do Cursinho do DCE, localizada no Setor de Aulas I da UFRN, com RG, CPF e comprovante de residência. Não é necessário levar cópias dos documentos. A matrícula custa R$ 120 e já inclui a primeira mensalidade e o material didático. As demais mensalidades tem o valor de R$ 75.

As aulas começam dia 22 e qualquer pessoa pode se inscrever. Mais informações pode ser consultadas no site (aqui) ou através do telefone (84) 3215-3324.

O projeto existe há mais de 20 anos e usa a estrutura da UFRN, oferecendo preparação para o Enem com baixo custo. Além disso, o Cursinho também é um espaço de aprendizado para vários estudantes da Universidade que atuam como professores e coordenadores no projeto.

Fonte: https://g1.globo.com

Superguia do Fies e financiamentos universitários: veja simulações, tire dúvidas e avalie riscos antes da dívida

Sai o resultado do Programa Universidade Para Todos (Prouni) e seu nome não está na lista. Procura entre os aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a notícia também não é boa. Uma alternativa comum, que parece salvar o candidato de mais um ano fora da faculdade, é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A ideia parece sedutora: entrar em uma universidade particular e começar a pagar as mensalidades só depois de formado. Mas será que é essa a melhor solução? Ela pode significar começar a vida adulta com uma dívida de milhares de reais.

Caike Falcão, de 25 anos, começou a cursar jornalismo em Fortaleza, após ser aprovado no Fies. Na metade do curso, percebeu que o mercado de trabalho na área está cada vez pior – além de enfrentar dificuldade para conseguir um emprego na área, os salários eram baixos. “Tranquei a matrícula e saí da faculdade. A dívida se acumulou e estou inadimplente. Não consigo quitar nem a metade do curso que fiz. Sem contar os juros, preciso pagar quase R$ 3 mil por mês, até 2031”, conta.

“Eu era muito novo, queria começar logo a estudar, não pensei com calma antes de aderir ao Fies. Não recomendo a ninguém, a dívida é uma bola de neve”.

Caike Falcão desistiu de estudar jornalismo e não consegue pagar a dívida do Fies relativa ao período cursado. — Foto: Arquivo pessoal
Caike Falcão desistiu de estudar jornalismo e não consegue pagar a dívida do Fies relativa ao período cursado. — Foto: Arquivo pessoal

O perigo, conforme relatam especialistas e alunos, é assinar um contrato de empréstimo sem ter clareza sobre quais serão as normas para o pagamento. Por quanto tempo o jovem precisará pagar por essa graduação? Quais os juros? E aí vem o desafio: não é fácil descobrir essas respostas. O edital do Fies é nebuloso, repleto de fórmulas matemáticas complexas.

Por exemplo: qual o percentual da mensalidade que pode ser financiado? A resposta:

f = 100% -{ [(16% + 0,02%*RFPC)*RFPC + a*m]/m}*100%

Ou: se conseguir um emprego assim que me formar, qual vai ser a tal parcela mínima que será descontada do meu salário todo mês?

Percentual Vinculado à renda = Min {[b*ln(renda bruta) + a]*100%; 13%}

Os bancos também não costumam esclarecer as dúvidas. No site do Fies, depois de fazer o cadastro, até existe um simulador do financiamento. E, nas palavras dos candidatos, ele não é exatamente claro.

Maria Eduarda Rozemberg, de 20 anos, cursa psicologia na PUC-MG, em Betim. Ela conseguiu entrar na universidade particular por causa do Fies, no modelo antigo. E se queixa da falta de assistência no momento de decidir pelo financiamento. “Não ficou nada claro para mim quando eu assinei o contrato. Ninguém tirou minhas dúvidas sobre juros. Aceitei na pressão de precisar entrar na faculdade. Eu tinha 17 anos, não sabia o que estava fazendo”, diz.

Justamente por, muitas vezes, as condições de pagamento não estarem claras, alguns jovens, em 2019, sequer estão considerando o Fies como opção. É o caso de Vitória Oliveira, de 18 anos, de Santa Maria (RS). Ela conta que já tem o “nome sujo” – e teme que sua situação financeira piore.

Vitória Oliveira não quer aderir ao Fies por medo da dívida — Foto: Arquivo pessoal
Vitória Oliveira não quer aderir ao Fies por medo da dívida — Foto: Arquivo pessoal

“Tenho medo de não me realizar profissionalmente e não ter nunca esse dinheiro do financiamento. Trabalho desde os 16 anos e minha família não tem luxos”, conta. “Estou esperando o Sisu do ano que vem para tentar uma faculdade pública.”

Veja, a seguir, os detalhes do Fies:

Para quem é o Fies? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1Para quem é o Fies? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Para quem é o Fies? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi criado em julho de 2001, pelo Ministério da Educação (MEC). O objetivo é auxiliar os estudantes que não têm condições financeiras para pagar as mensalidades de uma universidade particular.

Em 2018, o programa foi modificado e passou a ser conhecido como “Novo Fies”. São duas modalidades:

Fies

Para quem: estudantes cuja renda familiar per capita seja de até 3 salários mínimos (R$ 2.994,00)

Como funciona: Pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018, são selecionados alunos que terão as mensalidades da graduação financiadas a juros zero. O contrato de financiamento deve ser assinado na Caixa Econômica.

De quanto será o financiamento: Dependendo da renda do candidato, ele “pegará emprestada” uma determinada quantia. Por exemplo: supondo que tenha direito a 80% de financiamento. Se a mensalidade for de R$ 2 mil, ele terá de pagar R$ 400 por mês. Os outros R$ 1,6 mil serão quitados depois de terminar a graduação.

O que pagarão durante o curso: O estudante precisará pagar, todo mês, aquela quantia que não foi financiada (no exemplo acima, os R$ 400) + uma taxa de “gastos operacionais” com o Fies + um seguro de vida. Por que esse seguro? A justificativa é simples: em casos de invalidez ou morte do estudante, essa quantia compensará o governo da dívida do Fies que não será paga. De acordo com o MEC, o seguro é composto por parcelas mensais de cerca de R$ 5 – e nos cursos de medicina, de R$ 15.

E depois do curso? Assim que concluir a graduação, o formando precisará começar a pagar a dívida do Fies. Ou seja: quitar todo aquele valor que ele deixou de gastar durante o curso. Nessa modalidade do Fies, se não houver atraso, não há juros.

Para evitar a inadimplência, a quantia mensal é descontada direto da folha de pagamento do recém-formado. Ela é proporcional ao salário dele. A fórmula para descobrir de quanto será a parcela é aquela lá do começo do texto: Percentual Vinculado à renda = Min {[b*ln(renda bruta) + a]*100%; 13%}

Para facilitar, vamos dar um exemplo:

Exemplo mostra como seria o pagamento da dívida do Fies de um estudante de administração — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
Exemplo mostra como seria o pagamento da dívida do Fies de um estudante de administração — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
Exemplo mostra como seria o pagamento da dívida do Fies de um estudante de administração — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

O valor das parcelas dependerá de qual for o salário dele. Vamos supor que ele consiga um emprego, assim que se formar, cujo salário seja de R$ 1.700.

Todo mês, serão descontados R$ 158,44 da folha de pagamento.

A expectativa do MEC é que a pessoa consiga um emprego melhor em pouco tempo e, consequentemente, tenha uma renda mais alta. Assim, terminará de pagar a dívida de R$ 132 mil em 14 anos, em média.

Mas supondo que ela continue com esse salário por toda a vida. É uma situação, claro, que ninguém espera que aconteça. Mas, nesse caso, seriam 69 anos pagando parcelas da dívida.

E se estiver desempregado?

Vamos lembrar que Lucas pagava R$ 1.240 durante a graduação, além das taxas. Pelas regras do Fies, mesmo que ele esteja desempregado, terá de desembolsar uma quantia mínima por mês, que será de:

  • no 1º ano: 70% do valor que era pago mensalmente durante o curso (sem contar taxas) – R$ 868
  • no 2º ano: 75% do valor que era pago mensalmente durante o curso (sem contar taxas) – R$ 1.054
  • no 3º ano: 100% do valor que era pago mensalmente durante o curso (sem contar taxas) – R$ 1.240

Ou seja: se Lucas não conseguir um emprego assim que terminar a graduação, vai precisar pagar R$ 868 por mês no primeiro ano, R$ 1.054 no ano seguinte, e R$ 1.240 do terceiro em diante.

Se ele não pagar alguma parcela, haverá juros e multa pelo atraso.

E o P-Fies, o que é? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
E o P-Fies, o que é? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
E o P-Fies, o que é? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
Essa modalidade, chamada de P-Fies, tem proporções bem menores. Em 2018, por exemplo, foram 2.500 contratos firmados – no Fies, o índice foi de 82.363 financiamentos.

Para quem: Estudantes cuja renda familiar per capita seja de 3 a 5 salários mínimos (R$ 2.994 a R$ 4.990)

Como funciona: A maior diferença do P-Fies em relação ao Fies é que o financiamento é firmado em agentes financeiros privados. São os bancos que vão definir as condições do pagamento, como os juros, por exemplo.

E exatamente daí vem uma série de dificuldades: em primeiro lugar, não é fácil encontrar uma instituição que participe do P-Fies. Só foi possível ter acesso a essa lista de parceiros quando o G1 entrou em contato com o MEC. São eles: Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e outros três, por meio do programa “Pravaler”: BV Financeira, Itaú Unibanco e Banco Andbank.

A tendência de vários bancos é oferecer esquemas próprios de financiamento, em vez tirar as dúvidas sobre o Fies.

É um obstáculo conseguir ter clareza das condições de pagamento. “O fato de haver um prazo para o aluno assinar o contrato pode fazer com que ele não se atente a questões importantes. Precisa olhar os juros, entender qual a penalidade caso haja atraso de alguma parcela, verificar como será o pagamento”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

“É importante ficar atento a gastos acessórios. Alguns bancos cobram para fazer um cadastro ou exigem que o estudante tenha um cartão de crédito da instituição. Esse tipo de venda casada não pode acontecer”, completa.

Assinar ou não assinar o contrato? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1Assinar ou não assinar o contrato? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1Assinar ou não assinar o contrato? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
Vamos supor que o estudante tenha a real noção das condições de financiamento. Várias questões precisam ser levadas em conta antes de assinar o contrato com o agente financeiro. (Assista ao vídeo acima)

1- Nessa época da vida, quais são seus planos?

Ao se formar na faculdade, o jovem pode ter ambições como morar sozinho, comprar um carro ou se casar. Se ele assumir uma dívida alta como a do Fies, precisará eleger uma prioridade.

2- Quanto do salário pode ficar comprometido?

Marcela, economista do SPC, reforça que é preciso planejar a parcela da renda que poderá ficar comprometida com o financiamento. “Os especialistas dizem que, em geral, o ideal é destinar no máximo 30% do salário para dívidas. Mas essa porcentagem é muito relativa. Se o jovem mora com os pais e não precisa ajudar a pagar as contas, pode reservar uma parcela maior do ganho mensal para o financiamento”, diz.

“Por outro lado, há quem, aos 20 anos, já seja responsável pelo orçamento da família. Aí 30% é muito”, alerta.

O ideal, segundo ela, é fazer uma planilha com todos os gastos previstos: água, luz, telefone, plano de internet do celular, aluguel, alimentação, transporte, etc. Sem esquecer o lazer, como cinema ou comer fora.

“Nunca o orçamento deve ficar comprometido até o limite. Imprevistos acontecem. E aí, se a pessoa estiver com dívidas pendentes, vai cair no cheque especial ou nos juros do cartão de crédito”, completa a economista.

3- Qual o salário de um recém-formado?

Aos 20 anos, Tuanne Marinho cursa fisioterapia pelo Fies. Estudou durante todo o ensino médio em uma escola pública carioca e optou pelo financiamento para conseguir entrar na universidade privada. “Tento juntar dinheiro agora, para pagar minha dívida depois, mas não consigo. Trabalho como jovem aprendiz e ganho meio salário mínimo. Então meu plano é conseguir um emprego depois de formada e aí quitar meu financiamento”, diz.

Tuanne pretende conseguir um emprego logo após se formar para pagar a dívida — Foto: Arquivo pessoal
Tuanne pretende conseguir um emprego logo após se formar para pagar a dívida — Foto: Arquivo pessoal
Tuanne pretende conseguir um emprego logo após se formar para pagar a dívida — Foto: Arquivo pessoal

Dorgilan Rodrigues da Cruz, presidente do Conselho Regional de Economia do Piauí (Corecon-PI), conta que a estratégia de Tuanne é semelhante à de vários outros estudantes do Fies. É preciso, segundo ele, pesquisar antes qual costuma ser a remuneração média de um recém-formado naquela área. Vai ser suficiente para pagar a dívida?

“Com a crise financeira, a maioria não ingressa logo de cara no mercado. Pode passar aproximadamente 16 meses ociosa. Então é preciso prestar atenção nos valores das parcelas para concluir se há condição de pagá-los”, diz. “Se fizer estágio, pode tentar guardar um dinheiro ao longo do curso. Não dá para se empolgar com festas e esquecer esse compromisso.”

A economista-chefe do SPC recomenda: “Considere também em qual faculdade vai estudar. Converse com profissionais da área para saber se a instituição é absorvida pelo mercado. Não vale a pena entrar em alguma que não seja tão boa e depois ter dificuldade de conseguir um emprego.”

Não há alternativas melhores que o Fies? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
Não há alternativas melhores que o Fies? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
Não há alternativas melhores que o Fies? — Foto: Fernanda Garrafiel/G1
1- Tente um financiamento na própria faculdade.

O Fies não é a única forma de financiamento estudantil – algumas universidades também oferecem formas de empréstimo para os estudantes. Segundo Marcela Kawauti, costuma ser mais fácil tentar reduzir os juros com a faculdade do que com o banco.

2- Informe-se sobre bolsas na faculdade

O economista Dorgilan recomenda que o candidato preste o vestibular e, caso seja aprovado, faça a matrícula. “Ele pode tentar negociar algum desconto na mensalidade, dependendo do seu desempenho. Ou fazer parte de projetos internos, como de iniciação científica, para ter uma bolsa”, diz.

3- Espere mais um ano.

Parece frustrante adiar o plano de entrar na faculdade, mas, segundo os especialistas, pode ser melhor do que ter uma dívida em um momento de tantas aspirações – sair da casa dos pais, começar a pagar as próprias contas.

É difícil resistir à pressão social de ingressar no ensino superior logo após terminar o ensino médio. Mas é preciso refletir o preço disso. Aguardar um semestre ou um ano não significa que o jovem ficará parado durante esse período.

Ele pode buscar outras possibilidades: estudar sozinho em casa, por exemplo, com a ajuda de vídeos no Youtube. Ou até procurar cursinhos pré-vestibular que sejam gratuitos ou de baixo custo. Assim, aumentarão as chances de ser aprovado em universidades públicas ou no Prouni, com bolsas de 50% ou 100%.

4- Tente uma bolsa no cursinho.

Caso o estudante escolha estudar em um cursinho pré-vestibular de renome, que tenha mensalidades mais altas, é possível pleitear descontos ou até mesmo bolsas. Nos inícios de semestre, a maioria das instituições aplica testes de conhecimento – dependendo do desempenho do candidato, ele consegue reduzir o valor que pagará por mês.

Ou, mesmo que o jovem pague as mensalidades integralmente, pode pensar em um financiamento de um ano. É melhor ter um empréstimo de um ano de cursinho do que de quatro da graduação.

5- Faça investimentos durante o curso.

Se a opção for de fato o Fies, é possível pensar em aplicações financeiras que auxiliem no pagamento da dívida. Qualquer quantia que sobre do salário de estagiário, por exemplo, pode servir para ser aplicada no Tesouro Direto.

“Há várias opções: os títulos prefixados ou aqueles que dependem da inflação (IPCA). Há também investimentos em LCI e LCA (títulos imobiliários ou de agronegócio), que são isentos de imposto de renda após 30 dias”, recomenda Dorgilan Rodrigues da Cruz. “Os investimentos em ações são rentáveis, mas é preciso ter conhecimento prévio. Melhor ser cauteloso e escolher o Tesouro ou LCI/LCA”, conclui.

6- Informe-se sobre financiamentos nos bancos.

Essa opção exige bastante cautela. No Bradesco, por exemplo, o estudante tem 12 meses para pagar as mensalidades de um semestre de faculdade. Mas isso envolve juros. No “Pravaler”, pelo Itaú, é o mesmo sistema: pagar um semestre em um ano.

Esses créditos não exigem que o candidato tenha feito o Enem. A aprovação do financiamento depende da renda do estudante e de seu garantidor. Se os dois ganharem R$ 2 mil, podem financiar curso de até R$ 1.818,00 no “Pravaler”.

É importante se atentar às taxas cobradas pela instituição financeira. Exemplo: um curso cuja mensalidade seja de R$ 2.385,58 custará R$ 14.313,48 por semestre. No crédito do Bradesco, esse valor poderia ser parcelado em 12 vezes de R$ 1.357,56. Com os juros, o valor total aumentaria para R$ 14.607,61.

Os economistas alertam também que é necessário sempre prestar atenção em quando será paga a primeira parcela – no caso do Bradesco, seria em março, logo no início da graduação.

Fonte: https://g1.globo.com

Sisu oferece mais de 13 mil vagas de ensino superior no RN

UFRN é instituição que mais oferece vagas no RN, pelo SIsu — Foto: Igor Jácome/G1
UFRN é instituição que mais oferece vagas no RN, pelo SIsu — Foto: Igor Jácome/G1

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abriu, na madrugada desta terça-feira (22), 13.099 vagas para os cursos de ensino superior em instituições do Rio Grande do Norte. As vagas são distribuídas entre universidades federais, estaduais e IFRN. As inscrições seguem até a próxima sexta-feira (25), e levam em conta a nota do candidato no Enem 2018.

As inscrições devem ser feitas na página do Sisu.

No estado, as vagas disponibilizadas estão distribuídas em 234 cursos oferecidos em Natal e no interior, por quatro instituições de ensino. São 6.933 vagas para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), 2.710 para a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), 2.424 para a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e 1.032 vagas do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Em todo o país, estão em disputa 235.461 vagas em 129 instituições. Podem participar os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2018 e não tiraram nota zero na prova de redação.

G1

Cadastro de vagas residuais na UFRN segue até sexta-feira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza, até a próxima sexta-feira (18) o cadastro para ocupação de vagas residuais do período letivo de 2019.1. Os aprovados, dentro do número de vagas em qualquer curso ofertado, independentemente da cidade sede, devem comparecer das 8h às 11h e das 13h às 16h, no anfiteatro D da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT).

Caso existam vagas não ocupadas após a conclusão da 1ª chamada, serão convocados os candidatos suplentes para o preenchimento das vagas remanescentes. O cadastramento dos candidatos da segunda chamada será nos dias 23 e 24 de janeiro, também no Anfiteatro D da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT). Outras informações constam no edital de cadastramento e matrícula, disponível na página da Comperve.

Fonte: https://g1.globo.com

Alunos do Winston Churchill redescobrem o RN através de iniciativa da Assembleia

Descobrir a importância da localização geográfica do Rio Grande do Norte como estratégia militar na época da Segunda Guerra Mundial e a relevância de nomes como Augusto Severo para a história da aviação, foi uma surpresa que agradou o estudante secundarista Gutierre Pinheiro, 16.

“Foi bom, mas ao mesmo tempo eu percebi que não conheço a história do meu estado. Saber de fatos importantes da nossa história é muito importante e não podemos deixar isso morrer”, disse o estudante do segundo ano da Escola Estadual Winston Churchill.

A descoberta ocorreu na manhã desta terça-feira (27), durante a palestra “Jerimunlândia Beligerante – a segunda guerra e o RN”. A palestra foi uma ação do Memorial da Cultura e do Legislativo Potiguar e integra o Projeto: “Memória Itinerante”, no qual alunos da rede pública de ensino têm sido beneficiados com lições do passado e do presente.

“É muito importante essa aproximação pois as alunos do ensino médio não estudam mais o assunto e, por isso, ficam muito alheios a história. História é identidade”, destacou a diretora da Escola Estadual Winston Churchill, ​Claudia Cartaxo.

O professor de história João Batista destacou a importância da colaboração entre instituições públicas na preservação da história estadual. “O acesso a esse acervo nos traz um novo olhar sobre nosso estado. Iniciativas como essa são fundamentais para preservar a memória e manter a cultura estadual”, disse.

Um grupo formado por estudantes das primeira e segunda série do ensino médio assistiu a aula ministrada pelo historiador Plínio Anderson. A aula de 70 minutos em slide show, com destaque para a relevância do Rio Grande do Norte na história do Brasil e da América do Sul foi precedida por um passeio pelo centro histórico de Natal. “Os alunos ficaram encantados. Eles passam por aqui diariamente e não conhecem a história desse espaço e prédios”, disse Claudia Cartaxo.

Inep divulga gabaritos do Enem; resultado final sairá em janeiro

Candidatos chegam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os portões foram fechados às 13h, horário de Brasília.
Candidatos chegam a colégio em Brasília para as provas do Enem – Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga hoje (14) os gabaritos oficiais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na página do exame. Além dos gabaritos, o Inep vai divulgar os cadernos de questões aplicados nos últimos dias 4 e 11 a mais de 4 milhões de estudantes em todo o país.

Mesmo com o gabarito, os candidatos não conseguirão saber a nota que tiraram porque o sistema de correção do Enem usa a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que não estabelece previamente um valor fixo para cada questão. O valor varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item.

Assim, se a questão tiver grande número de acertos será considerada fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. O estudante que acertar um item com alto índice de erros, por exemplo, ganhará mais pontos por ele. Dessa forma, o candidato só saberá a sua nota nas provas objetivas após a divulgação do resultado final, em janeiro.

Os resultados individuais do Enem serão divulgados no dia 18 de janeiro.

Segunda-feira (12), o Inep anulou uma das questões da prova de matemática por já ter sido usada em um vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2013, descumprindo os requisitos de ineditismo e sigilo do exame. A autarquia instaurou sindicância para apurar responsabilidades.

O Enem foi aplicado nos dias 4 e 11 de novembro. No primeiro domingo, os estudantes fizeram provas de linguagem, ciências humanas e redação. No segundo domingo, fizeram provas de ciências da natureza e matemática.

A nota do exame poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

 

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2018-11/inep-divulga-gabaritos-do-enem-resultado-final-saira-em-janeiro

Candidatos do ENEM reclamam de prova difícil e ‘seletiva’

(Foto: Ilustração/Reprodução/Inep) - Candidatos reclamam de prova difícil e 'seletiva'
Foto: da Internet

A maioria dos candidatos ouvidos pelo jornal “O Estado de S. Paulo” em Sorocaba reclamou de ter sido difícil e até “seletiva” a prova deste domingo, 11, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os estudantes tiveram de responder às questões de Matemática e Ciências da Natureza, incluindo Biologia, Física e Química. “Matemática é uma ciência exata, mas as questões foram formuladas de forma pouco objetiva”, disse Cleiton Dutra, de 38 anos, que saiu do ensino médio há mais de 15 anos e já fez o Enem em 2014. “Não tinha clareza, precisava ler o enunciado mais de uma vez para entender.”

O candidato Jonathas Camargo, de 25 anos, e que prestou seu terceiro Enem, disse que as provas estão cada vez mais difíceis e seletivas. “As questões de Matemática e Física foram uma palhaçada, parece que foram direcionadas para quem fez cursinho. Quem sai do ensino médio em escola pública não tem a menor chance”, reclamou. Ele concluiu o ensino médio há cinco anos, mas já fez um ano de Engenharia Civil. “Causa revolta, pois parece que a intenção é obrigar a fazer cursinho. Não cai nada do que ensinam em escola pública. Estou cursando ensino superior e acho que vou ter de fazer cursinho para ir bem no Enem.”

Lais Stefanie, de 19 anos, também achou o Enem deste ano mais difícil que no ano passado. “É o terceiro (Enem) que faço e, apesar de estudar muito, o nível de dificuldade tem aumentado, sobretudo na área de Ciências. No ano passado, estava mais fácil.” Ela já cursa Administração e tenta bolsa. Em seu primeiro Enem – ele está concluindo o terceiro ano do ensino médio -, Thiago Luz, 16 anos, considerou as questões de Matemática muito difíceis. “Algumas estavam confusas, mas acho que fui melhor na parte de Ciências.” Concorrendo ao curso de Farmácia, ele havia prestado Enem em 2017 como treineiro. “Não fiz cursinho, mas estudei muito pelo Youtube”, disse.

 

Fonte: https://massanews.com/noticias/educacao/candidatos-reclamam-de-prova-dificil-e-seletiva-z5Wlo.html

Prefeitura de Natal divulga calendário de matrículas para 2019 na rede municipal de ensino

Sala de aula da Escola Municipal Ivonete Maciel, no bairro Cidade da Esperança — Foto: Secom/PMN
Sala de aula da Escola Municipal Ivonete Maciel, no bairro Cidade da Esperança — Foto: Secom/PMN

O calendário de matrículas para o ano letivo de 2019 na rede municipal de ensino de Natal foi divulgado oficialmente nesta terça-feira (06). As incrições para novos alunos com deficiência já começaram e seguem até 30 de novembro, encerrando a primeira etapa do calendário. Ao todo, a Prefeitura conta com 146 unidades de ensino

“O primeiro momento começa nesta terça-feira (06) e segue até o dia 30 de novembro, que corresponde ao período da matrícula antecipada para novatos, voltada para estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação. Os alunos com deficiência que já integram a Rede Municipal possuem suas vagas garantidas por meio da renovação da matrícula”, destaca a titular da Secretaria Municipal de Educação, professora Justina Iva de Araújo Silva. Atualmente a Rede Municipal atende cerca 1.455 alunos com deficiência.

De acordo com as orientações gerais para a matrícula, o processo de solicitação de vaga de estudantes novatos da Rede Municipal de Ensino de Natal será através do Sistema de Matrícula On-line para o ano letivo de 2019.

Já o Portal do Aluno, que vai entrar em funcionamento em janeiro de 2019 vai disponibilizar toda vida escolar do estudante na Rede Municipal de Ensino.

Segundo as informações do Setor de Normas e Organização Escolar, a solicitação de vaga pelo Sistema de Matrícula On-line será de responsabilidade do estudante ou de seus responsáveis, mas caso haja dificuldade de acesso à internet, a unidade de ensino deverá colaborar realizando a matrícula do estudante.

A SME disponibilizará uma Central de Matrícula para aqueles estudantes que não tenham acesso à internet, das 9h às 15h, no Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure). O estudante poderá escolher até cinco unidades de ensino, sendo a escolha de três obrigatórias, seja por turno de funcionamento ou por bairro. A Central de Matrícula disponibiliza o telefone (84) 98631-5783 para informações e retirada de dúvidas.

Fonte: G1RN 

No RN, 22,4% dos inscritos faltam ao primeiro dia de provas do Enem 2018

Primeiro dia de provas do Enem 2018 teve 22,4% de abstenção no RN — Foto: Pedro Vitorino

O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 teve uma abstenção no Rio Grande do Norte de 22,4%, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O percentual corresponde a 27.787 candidatos que não fizeram o teste no estado. O número é um pouco menor do que o índice nacional que foi de 24,9%.

Neste ano, 124.047 estudantes se inscreveram para fazer o Enem no RN. Deste total, 96.260 compareceram.

As inscrições potiguares foram menores que no ano passado, quando o estado registrou 159.486 cadastros. Apesar disso, apenas no primeiro dia de prova, em 2017, foram registradas mais de 44 mil ausências, o que reduziu o número de candidatos para cerca de 115 mil.

Provas

O exame é dividido em dois fins de semana consecutivos, ao invés de um fim de semana com as duas provas. Em 2018, as provas serão nos dias 4 e 11 de novembro.

Neste primeiro dia, domingo (4), o candidato teve de fazer a redação e responder 90 questões de linguagens e ciências humanas. A maioria dos estudantes ouvidos pelo G1 achou a redação fácil e atual.

O segundo dia, com a prova de exatas, será no domingo seguinte (11), e terá 30 minutos a mais de duração.

As notas obtidas no Enem serão depois usadas pelos candidatos em um sistema do governo federal, o Sisu, que é a principal forma de acesso para vagas na rede pública de ensino superior. As notas também são aceitas em 27 instituições de Portugal. Para o Ministério da Educação (MEC), é a segunda maior prova do tipo no mundo, só perdendo para o “gao kao”, prova de admissão ao ensino superior da China, com 9 milhões de candidatos.

Conexão Enem: João Maria de Lima acerta pela 5ª vez o tema da redação do Exame

O professor do Conexão Enem, João Maria de Lima, acertou mais uma vez o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio que abordou na prova deste domingo (4) “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. De acordo com o professor de Redação e coordenador do projeto desenvolvido pela Assembleia Legislativa, essa é a 5ª vez nos últimos seis anos que o tema da redação é debatido durante os aulões transmitido pela TV Assembleia. “A colaboração que o Poder Legislativo dá para os alunos que vão fazer a prova do Enem é uma expressão desse compromisso”, disse o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

O esforço por educação é uma das metas que foi traçada pela Assembleia Legislativa dentro de seu planejamento estratégico.“O tema foi trabalhado exaustivamente no último aulão especial de redação, realizado na quinta-feira. Numa época que vivemos em que pessoas estão mais vulneráveis nas redes sociais, o assunto pertinente e de extrema relevância foi debatido por aproximadamente 30 minutos”, disse João Maria.

O professor destacou ainda a importância do projeto social. “A nossa felicidade em acertar o tema da redação só não é maior que a satisfação e alegria de ajudar muita gente, pois o Conexão Enem tem o papel de levar oportunidade aos alunos da rede pública de ensino e jovens do interior que não têm acesso ao conteúdo”.
O próximo aulão do Conexão Enem será no dia 8, das 19h às 21h, e terá conteúdo voltado para Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Matemática e suas Tecnologias.

Enem

Hoje (4) é o primeiro dia de prova do Enem. Os estudantes fizeram provas de linguagem, ciências humanas e redação em mais de 1,7 mil municípios. O exame segue no dia 11 de novembro, quando serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática.

A nota do exame poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Enem 2018: 10 temas de redação que podem cair na prova, segundo professores

G1RN – Faltam poucos dias para o Enem 2018, que ocorre nos dias 4 e 11 de novembro, mas ainda dá tempo de revisar uma parte do que foi estudado ao longo do ano – inclusive os temas que poderão ser cobrados na redação.

Tão importante quanto ter domínio sobre o tema que poderá ser avaliado é saber qual o formato da redação. Maurício Soares Filho, professor de redação do Sistema Anglo de Ensino, diz que “a prova está completando 20 anos, é consolidada, tem mais de três milhões de inscritos e tem um formato previsível”.

Segundo Filho, o texto pretende avaliar se o aluno tem condições de compreender o que chamou de “texto híbrido ou não verbal”, ou seja, uma imagem, um texto, uma charge, um infográfico, uma tabela.

Além disso, a redação sempre precisa ter três elementos: a contextualização do tema, o apontamento de causas e consequências para o problema apresentado pela prova e a construção de uma proposta de intervenção, de solução.

G1 ouviu professores e coordenadores de cursinhos para montar uma lista com dez temas que poderão ser cobrados na redação do Enem 2018Veja abaixo:

1. Preconceito linguístico

O Brasil é um país extenso, formado por diferentes povos de diferentes origens – e que têm formas distintas de falar, se expressar. Por isso, Daniela Martins, coordenadora de Redação do Curso Poliedro de Campinas, aposta que este tema possa ser o escolhido para os alunos. Ela avalia que “o Brasil é um país miscigenado, extenso e diversificado. É um problema ético discriminar alguém em função de seu linguajar”.

2. Bullying nas escolas

Este é um tema que sempre está em discussão nas salas de aula. Crianças e adolescentes praticam e são vítimas de agressões, xingamentos, ofensas que se travestem de brincadeira. Daniela Martins diz que “são registrados casos de agressão entre alunos e contra professores. É importante abordar na redação as causas de quem pratica o bullying, e trazer exemplos concretos, como o caso do menino de Goiás que atirou nos colegas, um assunto de relevância nacional e cronologicamente próximo”, avalia Thiago Braga, professor e autor de Redação do Sistema de Ensino pH.

3. Envelhecimento populacional

As pessoas estão vivendo cada vez mais não só no Brasil, como em todo o mundo. Isso é consequência, entre outros fatores, do desenvolvimento da medicina e das famílias que optam por ter menos filhos. “A questão que se apresenta é: o país está preparado para essa inversão na pirâmide etária? O Estado preparou-se para atender a esse brasileiro?”, questiona Daniela Martins, coordenadora de Redação do Poliedro.

4. Analfabetismo no Brasil

Segundo o IBGE, em 2017, 11,4 milhões de brasileiros não sabiam ler nem escrever no Brasil. A coordenadora de Redação do Poliedro coloca a questão: “Se o acesso à educação é um direito constitucional, como explicar essa situação?”

“É importante o candidato perceber e comentar em sua redação que tais números reforçam os índices de desigualdade no Brasil, que ultrapassam a questão da leitura e atingem outras fragilidades sociais”, sugere Romulo Bolivar, professor de português e redação do ProEnem.

5. Legalização do aborto

O aborto vem sendo discutido há tempos por diversos setores da sociedade. Alguns especialistas acreditam que o aborto é uma questão de saúde pública. Neste ano, o Senado da Argentina chegou a votar a legalização do aborto, mas o Congresso do país decidiu que prática ainda deve ser considerada ilegal. Para Adriano Chan, professor de Redação da Oficina do Estudante, a prática “mata mulheres pobres sem condições de pagar pelo serviço em clínicas clandestinas”.

6. Fakes, mentiras e boatos

Nunca o Brasil falou tanto sobre as chamadas “Fake News”, ou melhor: relatos com informações falsas que circulam principalmente nas redes sociais. Thiago Braga, professor e autor de Redação do Sistema de Ensino pH, sugere que “o aluno pode falar sobre a irresponsabilidade de quem produz as fakes”.

Quais são as consequências causadas por quem espalha essas informações falsas? Romulo Bolivar, professor de português e de redação do ProEnem, diz que “uma boa possibilidade de abordagem do tema na redação é demonstrar como a baixa qualidade de leitura e interpretação aliada ao fácil acesso às fakes por meio da tecnologia figuram como alguns dos principais fatores que motivam esse fenômeno”.

7. Desmatamento da Amazônia

Entre agosto de 2017 e julho deste ano, o desmatamento cresceu 39% em relação ao período anterior segundo dados do Imazon, instituto que monitora a Amazônia. A área destruída chega a quase 4 mil quilômetros quadrados – 13 vezes o tamanho da cidade de Belo Horizonte. “Essa é uma discussão importante porque mostra que não há consciência ambiental no Brasil, tanto no governo quanto na população”, avalia Thiago Braga, professor e autor de Redação do Sistema de Ensino pH.

8. Lixo, consumismo e sustentabilidade

Esse é outro tema relacionado ao meio ambiente. Para onde vai o lixo que produzimos, o que acontece com os produtos, o que consumimos cada vez em maior quantidade? “Essa questão envolve responsabilidade política e conscientização das esferas públicas e sociais. Na verdade, o lixo produzido não é apenas responsabilidade do Estado, mas também do cidadão”, segundo o ponto de vista de Daniela Martins, coordenadora de Redação do Poliedro Campinas.

9. Mobilidade urbana no Brasil

Nas grandes cidades, ainda é muito forte a cultura do transporte individual. As ruas e avenidas estão cheias de carros que formam filas enormes de congestionamento. Por outro lado, a qualidade dos transportes coletivos é criticada por muitos usuários. Na opinião de Thiago Braga, professor e autor de Redação do Sistema de Ensino pH, pouco se investe em políticas de deslocamento no país. “As pessoas perdem tempo de vida dentro do transporte”, explicou.

10. Vício em games e sua classificação como doença pela OMS

É muito comum ver crianças e adolescentes que passam horas na frente do computador ou do videogame. Muitos pais e mães sentem que precisam ser rígidos para controlar os filhos para que estudem, pratiquem esportes, leiam, durmam. O vício em jogos eletrônicos passou a ser considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Romulo Bolivar, professor de português e redação do ProEnem, acredita que essa questão pode ser cobrada na redação do Enem 2018 porque “o uso da tecnologia para jogar protagonizou matérias e noticiários em 2018”.

Detalhe da página de prova do Enem que detalhava o pedido para redação sobre formação educacional de surdos no Brasil. — Foto: Arquivo/G1

Detalhe da página de prova do Enem que detalhava o pedido para redação sobre formação educacional de surdos no Brasil. — Foto: Arquivo/G1