EUA têm evidências de que tropas da Rússia receberam ordens para atacar a Ucrânia, diz imprensa americana

Veículos de imprensa dizem que Biden têm evidências de movimentação das tropas russas / EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL world rights

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos têm informações de que o alto escalão do governo da Rússia deu ordem para que as tropas invadam a Ucrânia. A informação foi dada por diversos veículos de imprensa americanos neste domingo, 20, citando fontes anônimas.

Segundo o Washington Post, essa informação foi o que motivou o presidente Joe Biden a dizer que está “convencido” de que Vladimir Putin teria decidido atacar a Ucrânia. Segundo a AFP, a Casa Branca, o Pentágono e o Departamento de Estado não confirmaram nem negaram a informação. Um integrante do Pentágono disse que mais de 40% das forças russas na fronteira com a Ucrânia estavam em posição de ataque e que movimentos em direção à fronteira foram observados desde quarta-feira, 16. Neste domingo, o chefe da diplomacia dos EUA voltou a assegurar que tudo indica que a Rússia estava prestes a invadir a Ucrânia. O governo russo, por sua vez, nega o plano, mas faz pedidos de garantias, como a retirada das tropas da Otan do leste europeu, o que foi rejeitado pelo ocidente.

Neste mesmo domingo, o governo de Belarus anunciou que os exercícios militares realizados em conjunto com as tropas russas continuarão acontecendo. A data original para o término das atividades era hoje e os exercícios seguirão acontecendo em meio à escalada de tensões entre os países. O gesto fez com que a Otan se posicionasse dizendo acreditar que os russos estão preparando sua ofensiva contra os ucranianos. Na noite de hoje, Putin e o presidente da FrançaEmmanuel Macron, conversaram por cerca de uma hora para falar sobre a situação. Durante a tarde, eles conversaram por duas horas na tentativa de evitar um conflito armado no leste europeu. Com a situação ficando cada vez mais delicada, Macron propôs a realização de uma cúpula entre Biden e Putin, com os dois líderes aceitando.

*Com informações da AFP

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