Feminicídio marca fala de Isolda Dantas no plenário da Assembleia Legislativa

Um total de 27% da população feminina sofreu algum tipo de agressão nos últimos 2 anosO dado foi apresentado pela deputada Isolda Dantas (PT) na manhã desta quarta-feira (27) em sessão na Assembleia Legislativa. A proximidade com o Dia Internacional da Mulher pautou o discurso da parlamentar que chamou atenção para a gravidade deste cenário no Brasil e apresentou ações com objetivo de contribuir para a igualdade de gêneros.

“Muitas pessoas interpretam a data de forma errônea, preocupando-se apenas em entregar flores ou dar parabéns, quando queremos respeito. Números mostram que, mesmo sendo 52% da população, ganhamos em média, apenas 70% do salário dos homens. Dados impressionantes também quando comparamos os anos de escolaridade”, destacou. Segundo dados apresentados por Isolda Dantas, quanto maior o grau de escolaridade em relação aos homens, maior a diferença salarial registrada.

Os dados, frisa a deputada, são ainda mais alarmantes quando o tema é violência contra a mulher. “A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. Isso se traduz numa sociedade que olha as mulheres como objetos, coisas para satisfazer desejos ou loucuras sexuais. O tema da violência traduz o tamanho da sociedade machista que vivemos”, disse.

Com o objetivo de contribuir para a igualdade de gêneros a parlamentar citou dois projetos apresentados na Casa. O primeiro é a criação do Dossiê da Mulher Potiguar. “O Estado, com apoio de suas secretarias, faz a apresentação de um dossiê com números de violência, acesso a saúde, educação, titularidade de terra, renda e outros dados com o objetivo de termos acesso aos dados negativos, mas também aos positivos em relação às mulheres”, explicou.

O segundo projeto institui o 15 de julho como o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. “Nesse dia fazemos referência ao feminicídio que aconteceu em Itajá, quando cinco mulheres foram assassinadas só por serem mulheres”, argumentou. Em aparte, a deputada Cristiane Dantas (PPL) falou sobre a necessidade de unir forças. “Precisamos nos unir para fortalecer e defender políticas públicas e enfrentar essa temática”, disse.

No horário das lideranças a deputada convidou os parlamentares para participarem da audiência pública que tratará do impacto da previdência na vida das mulheres, agendada para o dia 11 de março, às 14h30. “Temos a obrigação de dialogar com a sociedade eu lamento muito essa proposta”, finalizou.

 

Assessoria