Francisco do PT diz que não deve haver “juízo de valor” na CPI da Covid

Crédito da Foto: João Gilberto

Em pronunciamento durante a sessão plenária dessa quarta-feira (6), na Assembleia Legislativa, o líder do Governo na Casa, deputado Francisco do PT, falou sobre a postura do presidente da CPI da Covid-19, deputado Kelps Lima (SDD), por, segundo ele, “tentar a condenação prévia dos investigados”. Na ocasião, Francisco defendeu um posicionamento “sem juízo de valor antecipado”.

“Num processo de investigação o que se busca são as provas para que ao final, aí sim, possa se ter juízo de valor, até mesmo porque já assistimos no Brasil que julgamentos feitos através de convicções não são um bom exemplo para o estado democrático de direito”, disse Francisco, acrescentando ainda que “alguns dos fatos não estão suficientemente esclarecidos”.

De acordo com o parlamentar, o deputado Kelps tem sugerido que o Rio Grande do Norte saia do Consórcio Nordeste, chegando a judicializar a questão. “A bancada do Solidariedade na Casa Legislativa, com exceção do Subtenente Eliabe, já entrou com ação na Justiça do RN buscando isso, mas a desembargadora concedeu parecer contrário, alegando que ao ver dela tanto o Consórcio Nordeste quanto os estados foram vítimas de um golpe. Mesmo assim, segue a insistência em querer precipitar o julgamento – e isso é feito cotidianamente”, afirmou ele.

Ao final do pronunciamento, Francisco do PT reforçou que a postura da CPI precisa ser “responsável com o processo e que, caso haja provas condenatórias, que estas sejam apresentadas. Tenho certeza de que todos nós aqui nos indignamos com o golpe que os estados nordestinos sofreram de uma empresa que recebeu os recursos antecipadamente e não forneceu os equipamentos. Todos queremos que os estados sejam ressarcidos, mas não podemos aceitar a tentativa de condenação prévia”, concluiu Francisco.

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