Kelps sugere uso de tecnologia pelo poder público para facilitar vida do cidadão


O deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade) utilizou o tempo de seu pronunciamento na sessão desta quarta-feira (07), na Assembleia Legislativa, para enaltecer as facilidades que a tecnologia oferece nos dias de hoje, mas que o poder público não aproveita em prol da sociedade.  Ele lembrou que através da internet e seus aplicativos, as pessoas agendam viagens, compram passagens, marcam hotéis e restaurantes, mas o poder público não aproveita essas facilidades.

“Uma pessoa não consegue marcar uma consulta num posto de saúde de Natal”, criticou o parlamentar, ressaltando a burocracia na saúde pública do município. “Na farmácia o vendedor pode lhe dizer onde tem o remédio que está faltando ali, mas no posto de saúde, se faltar o remédio, o servidor não tem como dizer aonde tem o medicamento”, afirmou Kelps, justificando que essa tecnologia é barata e se  traduz em economia e ganho de tempo e dinheiro.

“A Prefeitura se recusa a dar um banho de tecnologia. A tecnologia é avassaladora, aponta a incompetência e desnuda as irregularidades”, revelou o parlamentar, lembrando que ao mesmo tempo em que o poder público não utiliza a tecnologia para entregar serviços, utiliza na hora de arrecadar, citando o uso das ferramentas modernas na Secretaria de Tributação. “Numa bodega no conjunto Santarém ou lá em Apodi, tem sempre uma maquininha conectada”, criticou Kelps Lima.

Para o deputado, caso a Secretaria de Justiça do Estado fosse informatizada, as pessoas saberiam, por exemplo, a situação de cada preso e o número de fugitivos. “Não temos no poder público o espelho da modernidade”, disse o parlamentar, dando ainda como exemplo a questão de taxistas e motoristas de Über, quando os primeiros enfrentam a burocracia da Prefeitura de Natal, enquanto o novo modelo de transporte público administra todo seu funcionamento a partir de aplicativos na internet.

Em seu pronunciamento o deputado, que foi candidato a prefeito de Natal nas eleições do ano passado, lembrou que toda sua propaganda eleitoral foi fruto da tecnologia barata. “Gravei 100% dos meus programas com um telefone celular. Não foi 99%, foi 100% mesmo”, encerrou o deputado, sugerindo ao poder público maior utilização da tecnologia oferecida.

 

Assessoria