Moro fez polítca ao prender Lula, qundo deixou o governo Bolsonaro, agora servirá de esteira para o senador Álvaro Dias

Lava Jato protegeu Álvaro Dias, aliado de Moro, no recebimento de R$ 10  milhões em propina - Diário Popular - IPTV
Foto da Internet

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) foi protagonista de sucesso na operação Lava Jato. Destacou-se pelas prisões e condenações de poderosos por todo Brasil, na maior operação contra a corrupção investigada pela Polícia Federal, sua maior aventura foi quando em 2018, saiu do gozo de suas férias para decretar a prisão do ex-presidente Lula, com isso ele levantou seu troféu, foi ao delírio na opinião do Brasil e do mundo.

Em início de 2019, o Juiz Moro pediu exoneração do cargo de juiz federal
para comandar o ministério da justiça e segurança no governo Bolsonaro (sem partido), um presidente que ganhou uma eleição inesperada pelos maiores políticos do Brasil. Moro pretendia ser ministro do Supremo Tribunal de Justiça, o que seria uma glória para sua carreira.

Moro foi atacado por sua decisão de sair da justiça para ser ministro de
Bolsonaro, sendo dito pelos lulistas que ele havia prendido o Lula apenas para ser ministro. Mas ninguém acreditava na vitória do atual presidente. Então, o Moro pode até ter prendido o Lula por razões políticas, mas não foi para favorecer o atual governo.

Em 2020, Moro resolve, de supetão, sair do governo Bolsonaro atacando-o. Ele alegou que o presidente havia cometido crime, que estaria influenciando na Polícia Federal. O STF, a pedido de Moro, publicizou uma gravação de uma reunião do governo federal. O máximo que foi encontrado de errado foi apenas alguns palavrões ditos pelo presidente. Mas sendo investigado, não se achou crime algum.

O Moro havia mentido à justiça tentando derrubar o Bolsonaro, pode ter praticado o crime de denunciação caluniosa. Prendeu o Lula, depois traiu e acusou o Bolsonaro de crime sem que houvesse crime, pelo menos no que ele apontou, é o que o povão diz em todos os lugares.

Agora Moro tem em sua coleção biográfica, os ataques a dois dos maiores
líderes políticos do Brasil, nos dias atuais: o Lula, a quem Moro prendeu para não disputar as eleições em 2018, e, traiu o Bolsonaro para tentar removê-lo do governo, o acusando de crime que nunca existiu.

No dia de ontem, 10, Moro se filiou ao Podemos com um discurso que parece ser a solução para o Brasil. Ele que prendeu o Lula para tirá-lo da disputa em 2018, tentou acabar com Bolsonaro quando fazia parte do governo dele. Agora diz que fará de tudo para unir o Brasil.

Como irá convencer os seguidores de Lula a votarem nele? Como irá convencer os bolsonaristas a votarem nele? Moro não terá voto, podendo perder para o Cabo Daciolo.

A pergunta é: polarizada como está a política nacional, Lula versos
Bolsonaro, será que o Moro terá alguma chance de chegar ao menos em quarto lugar? Esquecem que ainda existirá o cabo Daciolo, a Marina Silva, a Simone Tebet, o Ciro Gomes e o João Dória ou Eduardo Leite? Todos lutando para ser uma opção para a presidência do Brasil?

Como o senador Álvaro Dias (Podemos) do Paraná, terá um discurso fácil para se reeleger ao cargo de senador em 2022, já que disputou para presidente em 2018, com a chegada do Moro tudo facilitou mais ainda para o senador Álvaro. Moro será, apenas, esteira para os projetos políticos do senador Álvaro. Nada mais que isso. Deveria ter ficado como juiz.

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