Motorista da vereadora Marielle Franco parece ser um dos invisível desta sociedade

Em Inhaúma, o cortejo de Anderson foi acompanhando pela família e por amigos do motorista – Luã Marinatto

O motorista da vereadora que foi assassinada, 14, Marielle Franco, do Psol, parece ser um dos invisível para a sociedade, já que são poucos que lamentam a morte de Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que foi enterrado na tarde dessa quinta-feira, 15, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio, acompanhado apenas de amigos dele.

Pelo que se sabe os partidarista do Psol não foram ao enterro do motorista que, segundo informações de colegas, fazia bico para a vereadora.

A mulher dele, Ágatha Arnaus Reis, de 26 anos, estava muito emocionada ao lado do caixão. Rubens Batista de Almeida, motorista de aplicativo, de 42 anos, contou que Anderson também trabalhava eventualmente para a Petrobras e com Uber. Além disso, fez curso como mecânico de aviação, mesma carreira do pai, que foi funcionário da Varig.

— Conheço o Anderson desde garoto, aqui do bairro mesmo. Nos reaproximamos de novo no fim do ano passado. Era um cara batalhador, uma pessoa maravilhosa. E extremamente dedicado àquela criança – diz Rubens, em referência ao filho de Anderson, de apenas 1 ano.

Anderson foi morto quando trazia a vereadora Marielle Franco de um evento quando o carro que dirigia foi alvejado por volta das 21h30, no Estácio. De acordo com a polícia, os disparos foram feitos com uma pistola 9mm. Segundo a perícia, os tiros foram feitos por pelo menos um atirador experiente. Isso porque as primeiras marcas de tiros indicam que os disparos começaram a ser feitos quando o veículo dos criminosos ainda se alinhava ao que Aderson dirigia. A Polícia Civil vai pedir as imagens de câmeras de seguranças próximas para tentar identificar os criminosos.

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