Motoristas de aplicativo fazem carreata em protesto após assassinato de colega morto em SP

Motoristas de aplicativo fazem carreata até velório de Roger da Silva, sequestrado durante corrida — Foto: Thiago Guerreiro/TV Globo
Motoristas de aplicativo fazem carreata até velório de Roger da Silva, sequestrado durante corrida — Foto: Thiago Guerreiro/TV Globo

Motoristas de aplicativo fazem uma carreata nesta terça-feira (5) até o velório de Roger Ferreira da Silva, de 35 anos, encontrado morto neste domingo. A ação é um protesto pelo assassinato do profissional, sequestrado durante uma corrida. Ele estava desaparecido desde a véspera do réveillon.

A carreata saiu por volta das 8h30 da Avenida Osvaldo Fregonezi, em São Bernardo do Campo, e segue para o Cemitério da Paz, em Diadema. O velório está marcado para às 10h. Em seus carros, os motoristas pediram por mais segurança e escreveram o nome de Roger.

Motoristas de aplicativo fazem carreata em protesto por morte de colega — Foto: Thiago Guerreiro/TV Globo

Motoristas de aplicativo fazem carreata em protesto por morte de colega — Foto: Thiago Guerreiro/TV Globo

Sequestro e morte

O corpo de Roger foi encontrado morto no domingo (3) em uma região de mata fechada entre São Paulo e Itanhaém. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi sequestrada e torturada antes de morrer.

No último contato com a família, a vítima pediu R$ 600 emprestados. Ainda de acordo com a polícia, Roger já estava na mira dos criminosos quando pediu o dinheiro para um primo.

Roger perdeu o emprego no início da pandemia, e começou a trabalhar como motorista de aplicativo. Ele deixou mulher e cinco filhos.

A polícia afirma que três pessoas chamaram uma corrida pelo aplicativo para fazer o assalto, mas como não encontraram o que roubar, obrigaram a vítima a pedir dinheiro pra família. Mas depois de pedir o dinheiro, ele desapareceu.

No sábado (2), a polícia encontrou o carro que ele trabalhava carbonizado em uma mata em Parelheiros, na Zona Sul da capital. No domingo (3), o celular da vítima foi localizado.

Duas pessoas, uma que vendeu e outra que comprou o celular roubado da vítima, foram presas por receptação.

Em seguida, a polícia localizou outras três pessoas em Parelheiros. Maicom e Jefferson, de 25 anos, e Emily, de 19 anos, foram presos em flagrante.

Eles estavam com os dois cartões de banco da vítima, além de munições, um carregador de fuzil e um simulacro de pistola. Os três confessaram o crime e indicaram onde estava o corpo do motorista de aplicativo.

Eles vão responder inicialmente por roubo, extorsão mediante sequestro, tortura, homicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa.

G1SP

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