Mudança na reforma da Previdência não pode ser considerada ‘recuo’, diz Temer

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O presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (6), ao ser questionado por repórteres sobre as alterações que serão feitas no texto da reforma da Previdência Social enviado ao Congresso Nacional, que a mudança não pode ser considerada um “recuo”. Segundo o peemedebista, o governo decidiu “prestar obediência” às sugestões apresentadas pelos congressistas.

Temer ressaltou que governo federal e parlamento estão trabalhando conjuntamente para modificar as regras previdenciárias.

“Vamos aprender isso. Prestar obediência ao que o Congresso Nacional sugere, o Congresso Nacional que é o centro das aspirações populares, não pode se considerado recuo”, declarou Temer a jornalistas ao deixar o almoço com o rei e a rainha da Suécia no Palácio do Itamaraty.

Após pressões de deputados e senadores em torno das propostas do governo para mudar as regras previdenciárias, o presidente da República autorizou nesta quinta que o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), faça modificações em cinco pontos.

  1. Regras para trabalhadores rurais;
  2. Benefícios de prestação continuada;
  3. Pensões;
  4. Aposentadoria de professores e policiais;
  5. Regras de transição para o novo regime previdenciário.

Temer, no entanto, não autorizou que a idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres seja reduzida.

As modificações na reforma da Previdência foram discutidas nesta manhã em uma reunião, no Palácio do Planalto, comandada pelo presidente da República. Além de Temer e Arthur Maia, também participaram do encontro os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Eliseu Padilha (Casa Civil) e o secretário da Previdência, Marcelo Caetano.

Renan comenta

Diante do anúncio do relator da reforma e da declaração de Temer, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou uma nota na qual avaliou que as mudanças configuram “recuo”, mostrando que a reforma pode ser feita sem “empobrecer” a população do Nordeste e sem “penalizar” os trabalhadores.

Nas últimas semanas, Renan fez uma série de críticas públicas ao governo Temer. Ele disse, por exemplo, que a reforma proposta pelo Planalto é “exagerada”; que o governo é “errático” e “quem não ouve, erra sozinho”; e que a gestão Temer é a “seleção do Dunga“, enquanto o Brasil precisa da “seleção do Tite”.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/mudanca-na-reforma-da-previdencia-nao-pode-ser-considerada-recuo-diz-temer.ghtml