Para Kelps, Governo precisa fazer reformas estruturais

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Parlamentar afirmou que população de baixa renda é mais afetada com a crise
As dificuldades financeiras do Estado, que vem provocando constantes atrasos no salário dos servidores e causando efeitos na economia foram destaque no pronunciamento do deputado Kelps Lima (Solidariedade) na sessão plenária desta terça-feira (18). O parlamentar disse que diante deste cenário é preciso realizar reformas estruturais.

“Este atraso tem causas e efeitos que são fáceis de detectar na vida das pessoas, na economia e na qualidade do serviço prestado. Como é que o servidor tem condições de ir trabalhar satisfeito e tranquilo, sabendo que está em falta com seus credores, entre eles o Governo? As contas chegam, o salário não vem no mesmo ritmo e nós brasileiros pagamos as mais altas taxas de juros do mundo”, disse o deputado.

Kelps alertou para o que chamou de “ciranda”, num desgaste financeiro e voltou a sugerir medidas administrativas. “Sem reformas estruturais o Rio Grande do Norte não sairá da crise. A gente precisa mudar a previdência do Estado e o servidor não pode ser passivo, reclamar só quando o salário atrasar, pois junto com a sociedade e os agentes políticos ele deve ser o maior incentivador das mudanças”, afirmou.

Na avaliação de Kelps, a população de baixa renda, que não tem outra alternativa a não ser utilizar os serviços públicos básicos, é a parte mais penalizada, além dos servidores, que continuam trabalhando em condições adversas sem receber o salário em dia. O deputado também questionou gestões passadas pelo déficit na previdência: “Daqui a 10 ou 15 anos não haverá dinheiro para pagar os aposentados e não adianta iludir o servidor nem também vender os imóveis do Estado para resolver o problema como quer o governador”, disse.

Em aparte, os colegas George Soares (PR) e Gustavo Fernandes (PMDB) também demonstraram preocupação com a atual situação do Estado. “O assunto é preocupante, o governo tem que dar um jeito e também rever a questão dos servidores, para que todos recebam em dia”, disse. Líder governista, o deputado Dison Lisboa (PSD) afirmou que o Governo vem fazendo a sua parte, precisando arrecadar para conseguir pagar: “Nenhum gestor quer atrasar salário, mas a crise é uma questão nacional e já são 20 estados na iminência de entrar em calamidade financeira”, disse.