Pastor Anderson escapou de emboscada anterior porque trocou de carro, diz testemunha

O testemunho de uma mulher, em 18 de março deste ano, apontou detalhes do que seria uma primeira emboscada para matar o pastor Anderson.

A troca de carro pelo pastor ao deixar a igreja, em 2019, confundiu o homem que estava lá para matá-lo, segundo informação prestada à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) por uma mulher que não terá o nome divulgado. Segundo ela, o homem recebeu R$ 2 mil para praticar o crime.

Anderson do Carmo escapou na primeira tentativa e resistiu ao menos seis envenenamentos, mas morreu em outra emboscada, com mais de 20 tiros, em 16 de junho de 2019. Foi na porta de casa em Pendotiba, na Região Metropolita do RJ.

“Um dia a gente estava na igreja. A Flor (Flordelis) ficou muito nervosa. Tinha um rapaz lá fora a mando de Rayane (Rayane dos Santos Oliveira, neta de Flordelis) e falava que ia matar Rayane se não desse R$ 2 mil para ele. A Flor arranjou R$ 2 mil. Segundo esse boato era para matar o pastor. E ele falou: eu mato essa noite”, contou a testemunha.

Pastor Anderson, assassinado, e a mulher Flordelis — Foto: Reprodução/TV Globo

Pastor Anderson, assassinado, e a mulher Flordelis — Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo ela, o rapaz ficou do lado de fora da igreja frequentada pela família de Flordelis, em São Gonçalo. E não saiu de lá mesmo com o pagamento.

Os investigadores e a testemunha consideram que o pastor pode ter sido salvo porque trocou de veículo para deixar o local. Naquela noite, seu carro enguiçou e o pastor teve que deixar a igreja em outro carro.

“E ele (homem) ficou lá do lado de fora esperando. E o pastor saiu depois. O carro dele (do pastor) estava com problema e ele saiu com outro carro e o filho dele. Aí, o cara não viu”, explicou a testemunha.

De acordo com uma testemunha, quem foi entregar o dinheiro ao homem foi André Luiz de Oliveira, um dos filho adotivos do pastor Anderson e de Flordelis.

André foi preso nesta segunda (24) por policiais da Delegacia de Homicídios e promotores do Ministério Público estadual do RJ. Oito pessoas foram presas, sendo cinco filhos e uma neta, um policial militar e a mulher do PM.

G1

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