PM acusado de participar do assassinato de lutador de MMA vai a juri hoje

Lutador Luiz de França foi assassinado em Natal, após desentendimento em academia (Foto: Artur Dantas)
Lutador Luiz de França foi assassinado em Natal, após desentendimento em academia (Foto: Artur Dantas)

A mãe do lutador de MMA Luiz de França Souza Trindade, de 25 anos, Auta Maria Pedroza de Souza declarou que espera que o soldado da Polícia Militar Moisés Gonçalo do Nascimento, de 44 anos, seja condenado pela morte do filho dela. O PM será julgado nesta terça-feira (13) por participação no assassinato, em fevereiro de 2014.

De acordo com a acusação, o soldado Moisés teria conduzido uma motocicleta e dado fuga ao tenente da PM Iranildo Félix, apontado como autor dos disparos que mataram a vítima e que em dezembro de 2015 foi encontrado morto dentro do 5º Batalhão, onde estava preso.

“Toda mãe e todo pai quer sentir as dores dos seus filhos. Eu sinto os tiros que meu filho sofreu. É muita devastação. Eu nunca mais fui a mesma depois que meu filho morreu. Inclusive, tenho um filho mais novo, hoje com 13 anos, que precisa de mim e eu não sou uma mãe completa, porque não consigo mais ser a mesma pessoa. Ela (a advogada do PM) disse que nossa família tem dinheiro e terá muitos advogados contra o cliente dela. Isso me chateou muito. Não tem dinheiro no mundo que pague a dor de ter perdido meu filho. Eu daria tudo para tê-lo de volta. Ou a advogada não tem qualificação para defender o réu ou está tendo atitude muito mesquinha. Eu vou tentar acompanhar, mas não sei se vou conseguir, ainda mais por essas atitudes de falta de respeito por parte da advogada. Meu filho, realmente, tinha tudo de bom, que Deus permitiu que ele tivesse, mas nunca foi acomodado. Preferiu ir trabalhar, construir a carreira dele, e foi interrompido de maneira covarde e cruel, simplesmente por querer fazer seu trabalho bem feito”.

Moisés foi preso no dia 6 de maio de 2014. Passou algum tempo detido no Comando Geral da PM, mas logo foi internado no Hospital Psiquiátrico Professor Severiano Lopes (antiga Casa de Saúde Natal), onde permanece até hoje.

A defesa do soldado acredita na inocência dele. Ao G1, a advogada Kátia Nunes alega que a acusação não possui nada que comprove a presença do soldado no local do crime. “Vamos defender a tese de que Moisés não tem nenhum envolvimento no assassinato”, afirma.

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/ele-e-pm-e-tinha-que-defender-vidas-mas-nao-fez-diz-mae-de-lutador-assassinado-sobre-julgamento-de-acusado.ghtml