Por aliança com PSB, PT retira candidatura ao governo de Pernambuco

O senador se encontrou com o ex-presidente Lula e com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, nesta sexta-feira, 4 / Reprodução/Twitter/@SenadorHumberto

O senador Humberto Costa (PT-PE) anunciou, nesta sexta-feira, 4, que desistiu de sua candidatura ao governo de Pernambuco. Na prática, a decisão representa um gesto ao PSB, com que o PT busca um entendimento para as eleições de outubro deste ano. Com a movimentação do parlamentar, os petistas devem apoiar a candidatura do deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), nome escolhido para a sucessão do governador do Estado, Paulo Câmara (PSB).

O anúncio foi feito após um encontro de Humberto Costa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, em São Paulo. “Estive hoje numa conversa muito positiva com o presidente Lula e a companheira Gleisi Hoffmann, presidenta do nosso partido. Por uma construção coletiva, por uma aliança nacional contra esse fascismo encarnado por Bolsonaro, retiramos a nossa candidatura em Pernambuco num gesto político ao PSB. Uma candidatura extremamente competitiva, em 1⁰ lugar disparado nas pesquisas, com 38% das intenções de voto. Fizemos isso porque queremos pavimentar, acima de quaisquer interesses pessoais, um caminho de união em favor da esperança e de um novo Brasil. Neste desafio, Pernambuco é estratégico e tem um peso importantíssimo. O PT do nosso estado está dando uma contribuição fundamental à conquista desta vitória”, escreveu o senador.

Com o gesto, Humberto Costa e Lula solucionam um dos principais entraves para a formação de uma federação entre PT e PSB e aumentam a expectativa para que os socialistas retribuam o aceno em São Paulo, onde o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o ex-governador do Estado Márcio França (PSB) se colocam como pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes. A Jovem Pan apurou que, em conversas reservadas com aliados, o ex-presidente diz que a postulação de Haddad é irreversível, porque, em sua avaliação, os petistas têm grandes chances de encerrar a hegemonia do PSDB, que comandam o Estado desde 1995, quando Mário Covas chegou ao poder. Nos cenários em que o ex-governador Geraldo Alckmin não aparece como candidato, Haddad lidera a corrida. Alckmin é cotado para compor a chapa presidencial ao lado de Lula.

Em busca de uma solução, os petistas aventam a possibilidade de Márcio França ser o candidato do PSB ao Senado por São Paulo, mas o ex-governador tem reafirmado sua candidatura ao governo paulista. Nos últimos dias, França replicou publicações de seguidores que defendem a sua postulação. “Isso farei”, escreveu ao responder o pedido de “volte, governador”.

Jovem Pan