Temer anuncia Raquel Dodge como nova procuradora-geral da República

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O mandato de Rodrigo Janot à frente da Procuradoria-Geral da República termina em setembro. Desde 2003, o procedimento habitual do presidente da República é o de indicar o nome mais votado pelos próprios procuradores, mas não foi o que aconteceu dessa vez.

A decisão de Temer da escolha de Raquel Dodge ocorreu no mesmo dia em que o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, entregou a ele a listra tríplice. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira (28) pelo porta-voz da Presidência.

“O presidente da República escolheu na noite de hoje a subprocuradora-geral da República, doutora Raquel Elias Dodge, para o cargo de procuradora-geral da República. A doutora Raquel Dodge é a primeira mulher a ser nomeada para a Procuradoria-Geral da República”, disse.

A Raquel Dodge é a primeira mulher a comandar a Procuradoria-Geral da República. Ela é subprocuradora da República e atua no Superior Tribunal de Justiça em matéria criminal. Ela integra a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de assuntos relacionados ao consumidor e a ordem econômica. E é membro do Conselho Superior do Ministério Público.

Raquel Dodge foi coordenadora da Câmara Criminal do Ministério Público Federal, procuradora federal dos Direitos do Cidadão adjunta. Atuou também na equipe que redigiu o I Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil.

Ela atuou na Operação Caixa de Pandora e, em primeira instância, na equipe que processou criminalmente Hildebrando Pascoal e o Esquadrão da Morte. Raquel Dodge é mestre em Direito pela Universidade de Harvard, ingressou no Ministério Público Federal em 1987. Nos debates, ela prometeu dar continuidade as investigações da Lava Jato, no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

O presidente Michel Temer cancelou na noite desta quarta a viagem que faria a Hamburgo, na Alemanha, para participar da reunião do G-20, que reúne o grupo das economias mais fortes do mundo. Essa reunião se dará nos dias 7 e 8 de julho. Esse tema foi tratado nesta quarta entre Temer e o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

Reunião com a base
Antes do anúncio do nome da futura procuradora-geral da República, Michel Temer se reuniu com a base de apoio dele na Câmara dos Deputados. Mas o líder do PSDB, que é o principal aliado do governo, não compareceu.

A comunicação no Planalto está cada vez mais fechada. O movimento nos gabinetes de ministros do palácio é quase um segredo de estado. Mas o entra e sai no gabinete do presidente Michel Temer não tem hora.

O presidente tenta mostrar que conta com a união da base. Chamou os líderes aliados da Câmara. Mas houve uma ausência importante: o principal aliado, o PSDB, o líder não apareceu. Quando eles se reuniram, já sabiam da decisão do ministro Edson Fachin sobre o envio da denúncia à Câmara.

Nesta quarta, Temer ligou para a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, e disse que não pretendia se manifestar sobre a denúncia formalmente enquanto ela não chegar à Câmara. Quer se defender logo no processo, no Congresso.

O líder do governo saiu da reunião confirmando que o presidente quer que as denúncias contra ele sejam votadas de uma só vez.

“O que ficou definido, o que é importante, é que a base não vai votar, se submeter à estratégia política de se ter três, quatro, cinco denúncias sendo votadas pela Casa. A ideia é que se vote as denúncias da forma legal, pensando-se aquilo que vier dos inquéritos originários, que é o que tem que ser feito. Isso aí foi consenso entre todos”, disse o deputado e líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

 

Fonte:http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/06/temer-anuncia-raquel-dodge-como-nova-procuradora-geral-da-republica.html